Pantanal brasilero teve 14% de área queimada só no mês de setembro

O Pantanal brasileiro, considerada a maior zona húmida do planeta, teve 14% da sua área devastada pelo fogo apenas em setembro, superando todo o território destruído em 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Pantanal brasilero teve 14% de área queimada só no mês de setembro

Pantanal brasilero teve 14% de área queimada só no mês de setembro

O Pantanal brasileiro, considerada a maior zona húmida do planeta, teve 14% da sua área devastada pelo fogo apenas em setembro, superando todo o território destruído em 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Trata-se da maior devastação anual do Pantanal brasileiro causada pelo fogo desde 2002, ano em que o INPE, um órgão vinculado ao Governo Federal, começou a fazer estas medições.

Segundo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), parceira do INPE na monitorização das queimadas, 26% de todo o bioma do Pantanal já foi consumido pelo fogo de janeiro a setembro.

Nos primeiros nove meses do ano, a área destruída no pantanal chegou quase a 33 mil quilómetros quadrados, face aos 12.948 quilómetros quadrados devastados no período homólogo do ano anterior, e aos 20.835 quilómetros quadrados atingidos em todo o ano de 2019.

Até 2020, o ano que detinha o recorde de maior área destruída era 2005, quando os fogos devastaram 27.472 quilómetros quadrados do pantanal.

Situado na região centro-oeste, o Pantanal é uma planície que tem 80% de sua área inundada na estação chuvosa e é considerado um santuário de biodiversidade, onde ainda se encontra preservada uma fauna extremamente rica, que inclui animais como o jacaré, arara-azul ou onça-pintada, espécie classificada como “quase ameaçada” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

Contudo, atravessa agora uma situação preocupante, ao enfrentar os piores incêndios das últimas décadas.

Especialistas indicam que o aumento das chamas na zona húmida do Pantanal se deve ao aumento da desflorestação ilegal, que vem crescendo gradativamente a cada ano, causando uma série de mudanças climáticas, como a alteração do ciclo natural das chuvas.

Este ano não choveu o suficiente durante a temporada, o que baixou os níveis de humidade do Pantanal para os menores índices dos últimos anos.

No mês passado, o Pantanal brasileiro registou 8.106 focos de incêndio, um número recorde desde 1998, segundo dados do INPE.

Também no acumulado do ano foram atingidos recordes: de 01 de janeiro até 30 de setembro, o INPE contabilizou 18.259 fogos. Antes disso, o maior número tinha sido registado ao longo de todo o ano de 2005, quando se somaram 12.536 focos de incêndio.

MYMM // JLS

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS