PAN avisa que “não se faz política sozinho” e destaca capacidade de diálogo

A porta-voz do PAN alertou hoje o Governo que “não se faz política sozinho” nem de “costas voltadas para os cidadãos” e defendeu que o partido “tem dado provas da sua capacidade de diálogo”.

PAN avisa que

PAN avisa que “não se faz política sozinho” e destaca capacidade de diálogo

A porta-voz do PAN alertou hoje o Governo que “não se faz política sozinho” nem de “costas voltadas para os cidadãos” e defendeu que o partido “tem dado provas da sua capacidade de diálogo”.

“O repto que aqui lançamos nesta reentrada da vida política é precisamente ao Governo, às demais forças políticas, que nos acompanhem. Não se faz política sozinho, não se faz política de costas voltadas para os cidadãos, precisamos de ouvir as populações, precisamos também de saber ouvir-nos uns aos outros em política”, afirmou Inês Sousa Real.

A líder do Pessoas-Animais-Natureza falava em Setúbal, na ‘rentrée’ do partido, no final de uma visita no rio Sado a bordo de uma embarcação tradicional.

Na sua ótica, cabe agora “ao Governo ter a responsabilidade de assumir a sua quota parte e perceber que, não sendo um Governo com maioria absoluta e sendo um Governo que teve durante o seu mandato uma crise socioeconómica sem precedentes, tem de facto a elevada responsabilidade de ouvir as demais forças políticas”.

“E se queremos de facto cumprir aquilo que todos e cada um de nós disse quando tivemos de declarar o estado de emergência pela primeira vez no nosso país e em 45 anos de democracia, temos de honrar a este tempo, quando estamos a lidar com as consequências da crise socioeconómica, o que todos afirmámos, que teríamos sentido de Estado, que teríamos sentido de responsabilidade e que cá estaríamos para dar respostas ao país”, defendeu Inês Sousa Real.

Questionada pelos jornalistas sobre de que forma o PAN pode garantir que é um parceiro fiável, a porta-voz salientou que o partido “tem dado provas, não só da sua capacidade de diálogo, fazer pontes e do seu sentido de responsabilidade”.

“Ao longo destes anos em que temos estado na Assembleia da República e também nas assembleias municipais, temos mostrado que, de forma séria, com propostas concretas, com propostas que aceitamos que sejam discutidas e que possa haver aproximação em matérias até muitas das vezes divergentes, o PAN estará sempre disponível para o diálogo”, advogou igualmente.

Apontando que o partido está disponível para o diálogo com o Governo em torno da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2022), à semelhança do que aconteceu nos últimos anos, Inês Sousa Real ressalvou que ainda “é precoce” antecipar o sentido de voto do PAN.

O PAN quer “lançar as bases este ano, já no próximo orçamento, de uma recuperação socioeconómica assente numa maior responsabilidade”, não esquecendo as respostas à crise climática.

Para a próxima semana, na terça-feira, o PAN vai reunir-se com o ministro do Ambiente no âmbito do OE2022.

Entre as propostas que quer ver inscritas no OE2022, a líder do PAN pediu a continuação de projetos de apoio à população em situação sem-abrigo como ‘Housing First’, o fim dos apoios à tauromaquia ou “avanços significativos” no que toca à proteção animal e ambiental, e frisou que “podem e devem existir contrapartidas orçamentais”, criticando as parcerias público-privadas rodoviárias ou as “borlas fiscais” às atividades poluidoras.

Indicando que já houve um “sinal positivo” em matéria da revisão dos escalões do IRS, Inês Sousa Real defendeu também que é preciso “ir mais longe” e “garantir que também há uma revisão nos escalões aplicados às pensões de reforma”.

Para o PAN, também o que foi aprovado para este ano tem de ser executado e os fundos comunitários têm de ser aplicados, pedindo que o orçamento seja “mais ambicioso e mais realista” do que o Plano de Recuparação e Resiliência.

Na sua intervenção, a porta-voz do PAN aproveitou para se referir ao congresso do PS, que decorreu no fim de semana, em Portimão, considerando que se ouviu “mais do mesmo, uma série de lugares e de frases comuns, em que efetivamente a bandeirola do ambiente é empunhada, mas não se ouve depois respostas concretas que estejam alinhas com o que o país precisa”.

FM // FPA

By Impala News / Lusa

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