PAN assume objetivo de eleger um eurodeputado nas próximas eleições apesar das dificuldades

Apesar da dificuldade que representa a dimensão do partido, o PAN assume o objetivo de eleger um eurodeputado, esperando que o trabalho que tem desenvolvido contribua para esse propósito.

PAN assume objetivo de eleger um eurodeputado nas próximas eleições apesar das dificuldades

PAN assume objetivo de eleger um eurodeputado nas próximas eleições apesar das dificuldades

Apesar da dificuldade que representa a dimensão do partido, o PAN assume o objetivo de eleger um eurodeputado, esperando que o trabalho que tem desenvolvido contribua para esse propósito.

Lisboa, 03 mar (Lusa) — Apesar da dificuldade que representa a dimensão do partido, o PAN assume o objetivo de eleger um eurodeputado nas próximas eleições europeias, esperando que o trabalho que tem desenvolvido na Assembleia da República contribua para esse propósito.

Depois de nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, em 2014, o resultado do PAN se ter ficado pelos 1,72%, com cerca de 56 mil votos, nas europeias de 26 de maio Francisco Guerreiro passa de número três a cabeça de lista do partido.

“O nosso objetivo é, obviamente, eleger um eurodeputado. Sabemos das dificuldades que isso representa, especialmente para um partido com a nossa dimensão”, assume Francisco Guerreiro, em entrevista à agência Lusa.

Ciente do desafio, o PAN sabe, por outro lado, que em eleições europeias “é um círculo único e há bastante mais liberdade de voto por parte dos cidadãos”.

“E o trabalho que temos feito no parlamento nacional – e mesmo nas assembleias municipais – também tem representado esta dinâmica que nós temos implementado em Portugal, na política portuguesa”, aponta.

Nas eleições legislativas de 2015, o PAN conseguiu eleger um deputado à Assembleia da República e André Silva chegou ao parlamento como deputado único do partido.

“Achamos que será bastante produtiva esta campanha. Temos dois meses pela frente e estamos agora no terreno, a contactar com os cidadãos, a formalizar o nosso programa também com os contributos de várias associações nacionais, locais e com os cidadãos”, explica.

Francisco Guerreiro mostra-se confiante que o “resultado será bastante positivo”, apesar da “dificuldade que é eleger um eurodeputado”.

“Mas, também sabemos que será importante trazer este novo paradigma para a mesa e irmos a eleições, que é isso que nós fazemos, e representá-lo também a nível internacional”, destaca.

De ânimo serve o facto de partidos como o PAN estarem “a crescer também na Europa”.

“Significa que nós – e até pelo que vemos – também estamos a crescer e a cimentar-nos em Portugal”, compara, encarando a tarefa que tem pela frente “com naturalidade, com bastante trabalho e exigência”.

O cabeça de lista do PAN destaca que atualmente se está “a descobrir, curiosamente, que é preciso caminhar para uma economia circular”, uma ideia recorrentemente defendida pelo partido.

“Para nós é inqualificável como é que nós chegamos em pleno século XXI e Portugal consome 2,2 planetas por ano em nível de recursos”, condena.

Ainda antes de agosto, exemplifica, será esgotada “a capacidade regenerativa de Portugal”, o que “é realmente assolador”, sendo por isso urgente “alterar o modo como pensamos, produzimos e como gerimos também as finanças públicas”.

“Há um despesismo bastante substancial quando gerimos os bens públicos e isso demonstra-se quando nós, por exemplo, investimos bastante em indústrias que são altamente poluentes, nomeadamente agropecuária intensiva”, critica.

Este repensar de forma de atuação, na opinião de Francisco Guerreiro, também é urgente que seja feito na Europa, em áreas como a política agrícola comum, a política comum de pescas e o modo de relacionamento com a ecologia e com todo o restante ecossistema.

Francisco Guerreiro tem 35 anos, é natural de Santiago do Cacém, tendo-se licenciado em Comunicação Social pelo Instituto Superior de Educação de Coimbra.

Militante do PAN desde 2012, é atualmente assessor político do partido, acompanhando a Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, tendo já sido candidato às câmaras de Coimbra (2013) e Cascais (2017).

JF/MDR // VAM

By Impala News / Lusa

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