PAM prolonga por mais quatro meses ajuda humanitária a 38.780 pessoas no centro de Moçambique

O Programa Alimentar Mundial (PAM) vai prolongar por quatro meses a ajuda humanitária a 38.780 pessoas severamente atingidas pela combinação de inundações e seca em Manica e Sofala, centro de Moçambique, disse hoje à Lusa fonte da organização. 

PAM prolonga por mais quatro meses ajuda humanitária a 38.780 pessoas no centro de Moçambique

PAM prolonga por mais quatro meses ajuda humanitária a 38.780 pessoas no centro de Moçambique

O Programa Alimentar Mundial (PAM) vai prolongar por quatro meses a ajuda humanitária a 38.780 pessoas severamente atingidas pela combinação de inundações e seca em Manica e Sofala, centro de Moçambique, disse hoje à Lusa fonte da organização. 

A agência da ONU, que terminou o ciclo de assistência entre colheitas, o chamado ‘período de escassez’, que vai de novembro a março – quando as famílias esgotam os frutos da colheita da época agrícola anterior – vai continuar a assistir as famílias que tiveram os campos inundados após dois ciclones e que já tinham sofrido com a seca que deixou as plantações esquálidas. 

O ciclone Eloise atingiu Moçambique em 23 de janeiro, três semanas depois da tempestade Chalane e dois anos depois do ciclone Idai ter deixado devastação, estando ainda muitas famílias a tentarem reerguer-se. 

“Estamos a programar uma nova intervenção a partir deste mês de abril, mas é uma intervenção para um período de quatro meses virada para as famílias mais afetadas pelos ciclones” disse à Lusa Espinola Caribe, chefe dos escritórios da Beira e Chimoio do PAM. 

“As famílias abrangidas não vão ter uma boa colheita que as possa sustentar nos próximos meses”, justificou. 

O Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, sigla em inglês) alertou para as carências de comida, poucos dias depois de o ciclone Eloise se abater sobre a costa moçambicana e inundando 142.000 hectares de colheitas, trazendo incerteza sobre a colheitas anual prestes a arrancar. 

Apesar de reconhecer não ser o momento mais crítico dos ciclos de fome, Espinola Caribe assegura que milhares das famílias camponesas que serão assistidas pela organização durante a extensão da assistência humanitária “não teriam capacidades” de colocar comida na mesa nos próximos quatro meses. 

O responsável disse que o PAM está a vigiar, para intervenção, e em coordenação com o Governo, através do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), a eclosão de bolsas de fome nos distritos de Tambara e Guro, no norte da província de Manica. 

Uma equipa multissetorial composta por técnicos de Secretariado Técnico de Segurança Alimentar (SETSAN), INGD e PMA fez uma avaliação preliminar da situação de fome nos dois distritos, após relatos de milhares de pessoas estarem a sobreviver sobretudo com base em ervas e tubérculos silvestres. 

AYAC // VM

By Impala News / Lusa

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