Ordem dos Médicos aguarda há cinco dias resposta do Hospital S. Francisco Xavier sobre urgências

A Ordem dos Médicos afirmou hoje que aguarda há cinco dias resposta do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental ao pedido que fez sobre as medidas adotadas para garantir o “bom funcionamento” da urgência geral do Hospital São Francisco Xavier.

Ordem dos Médicos aguarda há cinco dias resposta do Hospital S. Francisco Xavier sobre urgências

Ordem dos Médicos aguarda há cinco dias resposta do Hospital S. Francisco Xavier sobre urgências

A Ordem dos Médicos afirmou hoje que aguarda há cinco dias resposta do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental ao pedido que fez sobre as medidas adotadas para garantir o “bom funcionamento” da urgência geral do Hospital São Francisco Xavier.

“Desde há cinco dias e até ao momento, e após insistência, não foi obtida nenhuma resposta por parte do conselho de administração” do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO) que integra os hospitais S. Francisco Xavier e Egas Moniz, adianta a Ordem dos Médicos em comunicado. O pedido de informações e esclarecimentos feito pelo bastonário dos médicos surge na sequência da demissão dos chefes de equipa do serviço de urgência do São Francisco Xavier, conhecida na sexta-feira, apontando estar em causa o planeamento da escala do mês de agosto, que prevê que a constituição das equipas do serviço de urgência geral seja assegurada apenas por um assistente hospitalar (com função de chefia) e um interno de formação geral.

EDP Comercial descarta alterações no preço da eletricidade até final do ano
A EDP Comercial indicou hoje, em comunicado, que “não prevê fazer mais alterações até ao final do ano no preço da eletricidade” a menos que haja “situações excecionais no decorrer dos próximos meses” (… continue a ler aqui)

Após ter conhecimento desta situação que “afetaria o normal funcionamento do serviço de urgência geral (SUG)” do hospital a partir de hoje, o bastonário da OM, Miguel Guimarães, pediu esclarecimentos sobre a situação em causa e as medidas adotadas com vista a assegurar o bom funcionamento da urgência geral daquele hospital, evitando a demissão em bloco de todos os seus chefes de equipa. “Com base na informação de que dispomos, reiteramos o nosso total apoio ao grupo de Assistentes Hospitalares de Medicina Interna, na defesa dos doentes e nomeadamente da sua segurança e qualidade clínica”, sublinha no comunicado. Para a ordem, a decisão do conselho de administração de não cumprir as equipas-tipo e escalas adequadas às necessidades dos doentes, significa estar de “forma voluntária a diminuir a segurança e qualidade clínica dos serviços prestados, a aumentar os níveis de ‘burnout’ e sofrimento ético dos médicos, e a prejudicar de forma substantiva a formação médica”.

 “Com base na informação de que dispomos, reiteramos o nosso total apoio ao grupo de Assistentes Hospitalares de Medicina Interna, na defesa dos doentes e nomeadamente da sua segurança e qualidade clínica”

“Todas estas situações preocupam a Ordem dos Médicos e irão ser alvo de intervenção especial, caso o conselho de administração do referido hospital mantenha a decisão já contestada pelos médicos”, adverte. Para a Ordem dos Médicos, “não é aceitável que, numa especialidade como a Medicina Interna”, o serviço de urgência geral fique fragilizado, nomeadamente sem um especialista na escala (o cargo e funções de chefe de equipa é diferente do exercício em pleno da função de especialista). Numa carta enviada no final da semana ao Conselho de Administração e à Direção do Serviço de Urgência Geral do CHLO, os chefes de equipa do serviço de urgência afirmam que “não estarão garantidas a capacidade de assistência e cuidados às pessoas que recorrem ao SUG do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) nem a segurança destas e dos profissionais que as assistem”. Após uma reunião com os profissionais, o Conselho de Administração do CHLO disse ter asseguradas “condições mínimas” para o funcionamento das urgências do Hospital São Francisco Xavier.

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