Olga Tokarczuk, vencedora do prémio Booker Internacional 2018, de novo nomeada este ano

Olga Tokarczuk, vencedora do prémio Booker Internacional 2018, de novo nomeada este ano

A escritora polaca Olga Tokarczuk, que venceu no ano passado o Prémio Man Booker Internacional, está novamente entre os 13 candidatos ao galardão, oriundos de 12 países, numa lista dominada por mulheres e editoras independentes, foi hoje anunciado.

A organização do prémio anunciou hoje a primeira, e a mais longa, lista dos candidatos ao Prémio Internacional Man Booker 2019, que distingue os melhores trabalhos de ficção de todo o mundo, traduzidos para língua inglesa, e que este ano conta com traduções de nove línguas diferentes, da Europa, Ásia e América.

O livro “Drive your plow over the bones of the dead”, de Olga Tokarczuk com tradução de Antónia Lloyd-Jones, colocou novamente a autora na corrida ao prémio Man Booker Internacional.

Olga Tokarczuk ganhou em 2018 este prémio, com o livro “Flights”, entretanto traduzido e publicado este mês em Portugal pela Cavalo de Ferro, com o título “Viagens”.

Da mesma lista de finalistas figura o nome da argentina Samanta Schweblin, que já em 2017 tinha chegado ao grupo final de candidatos ao prémio, com o romance “Fever dream”, publicado nesse mesmo ano em Portugal pela Elsinore, com o nome “Distância de segurança”.

O título que levou este ano a argentina a ser nomeada é “Mouthful of birds”, um livro de contos, traduzido por Megan McDowell, que se encontra já publicado em Portugal, com o título “Pássaros na boca”, desde 2011 — primeiro pela Cavalo de Ferro e depois, em 2018, pela Elsinore.

Outro autor traduzido do espanhol e finalista ao galardão é o colombiano Juan Gabriel Vasquez, com “The Shape of the ruins”, traduzido por Anne McLean, e que se encontra publicado em Portugal desde 2017, pela Alfaguara, como “A forma das ruínas”, romance que venceu no ano passado o prémio do Correntes d’Escritas.

Outro nomeado cuja língua original é o espanhol é o livro “The remainder”, da chilena Alia Trabucco Zéran, traduzido por Sophie Hughes.

“The death of Murat Idrissi”, do holandês Tommy Wieringa e traduzido por Sam Garrett, “The faculty of dreams”, da sueca Sara Stridsberg, traduzido por Deborah Bragan-Turner, “The pine island”, da alemã Marion Poschmann, com tradução de Jen Caleja, “Four soldiers”, do francês Hubert Mingarelli, traduzido por Sam Taylor, e “The years”, da francesa Annie Ernaux, passado para o inglês por Alison L. Strayer, são os outros livros de origem europeia constantes da lista.

A finalizar os 13 candidatos, contam-se ainda os livros “Celestial bodies”, da omanense Jokha Alharthi, traduzido por Marilyn Booth, “Jokes for the gunmen”, do palestiniano Mazen Maarouf, traduzido por Jonathan Wright, “At dusk”, do sul coreano Hwang Sok-yong, com tradução de Sora Kim-Russell, e “Love in the new Millennium”, da chinesa Can Xue, passado para a língua inglesa por Annelise Finegan Wasmoen.

A organização do prémio destaca o facto de esta lista incluir oito mulheres, “mais de metade” do total de finalistas, e de apenas duas editoras pertencerem a grandes grupos editoriais, sendo a grande maioria edições independentes.

A lista foi selecionada por um painel de cinco jurados: a autora e premiada historiadora Bettany Hughes, a tradutora e presidente do grupo PEN inglês, Maureen Freely, a filósofa e professora Angie Hobbs, o romancista e satírico Elnathan John e o ensaísta e romancista Pankaj Mishra.

Bettany Hughes, presidente do júri do Man Booker internacional 2019 destacou que “este foi um ano em que os escritores saquearam o arquivo, pessoal e político. Essa motivação está representada na nossa lista, mas também há viagens de comboio chinesas surrealistas, abordagens absurdas à guerra e ao suicídio, e os traumas de espírito e da carne”.

“Estamos felizes por partilhar 13 livros que enriquecem a nossa ideia do que a ficção pode fazer”, acrescentou.

A lista final de seis livros será anunciada a 09 de abril e o vencedor do prémio de 2019 será anunciado a 21 de maio, em Londres.

O prémio é atribuído todos os anos a um único livro, que é traduzido para o inglês e publicado no Reino Unido, sendo elegíveis tanto romances, como coleções de contos.

O trabalho dos tradutores é igualmente recompensado, com o prémio de 50 mil libras (mais de 57 mil euros) a ser dividido entre autor e tradutor da obra vencedora.

Cada autor e cada tradutor da lista final receberá ainda 1.000 libras (1.143 euros). Este ano, o júri avaliou 108 livros.

Este é o último prémio atribuído sob o patrocínio do Man Group, multinacional que desde 2002 manteve uma parceria com a Fundação Booker Prize, que, entretanto, chegou ao fim no início deste ano.

No dia 01 de junho, após o anúncio do vencedor do Prémio Man Booker Internacional de 2019, que marcará o fim de 18 anos do patrocínio do Man Group, passa a vigorar um novo acordo de financiamento dos prémios, com a fundação Crankstart.

Posteriormente, o prémio original será novamente conhecido como Prémio Booker e o prémio que distingue os melhores trabalhos de ficção traduzidas para língua inglesa passará a chamar-se Prémio Booker Internacional.

AL // TDI

By Impala News / Lusa

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