Obras inéditas de Paula Rego feitas ao longo de 60 anos expostas em Cascais

Pintura, gravura, desenhos soltos e cadernos de desenhos inéditos de Paula Rego, bem como a sua mais recente obra tridimensional, vão estar patentes numa nova exposição a inaugurar na quinta-feira na Casa das Histórias, em Cascais.

Obras inéditas de Paula Rego feitas ao longo de 60 anos expostas em Cascais

Obras inéditas de Paula Rego feitas ao longo de 60 anos expostas em Cascais

Pintura, gravura, desenhos soltos e cadernos de desenhos inéditos de Paula Rego, bem como a sua mais recente obra tridimensional, vão estar patentes numa nova exposição a inaugurar na quinta-feira na Casa das Histórias, em Cascais.

A mostra é composta por obras inéditas doadas pela artista à Casa das Histórias, abrangendo mais de 60 anos de produção, anunciou a Fundação D. Luís, que organiza a exposição e parceria com a Câmara Municipal de Cascais, no âmbito da programação do Bairro dos Museus.

A inauguração da exposição está marcada para quinta-feira, com a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca, altura em que será também assinado um novo contrato Casa das Histórias – Museu Paula Rego, que garante a continuidade deste projeto por mais dez anos, segundo a fundação.

“Este contrato reafirma, afinal, a relação de confiança entre todas as partes, começando deste modo um novo ciclo com energias renovadas e novidades numa programação que é e será sempre fiel ao universo artístico de Paula Rego”, realça o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.

Em representação da artista, será o seu filho Nick Willing a assinar o contrato Casa das Histórias-Museu Paula Rego 2019-2029.

Datados de 1953 a 2019, os trabalhos expostos convidam a percorrer o vasto e diversificado universo artístico de Paula Rego, que inclui desenhos soltos, cadernos de desenhos inéditos e a mais recente obra tridimensional da artista, “Orgulho/Pride” (da série “Sete Pecados Mortais”), exibida pela primeira vez em Portugal.

Tridimensional, feita em ‘papier mâché’, com materiais e tecidos vários, a obra representa, em tamanho natural, a rainha consorte de França Marie Antoinette (1755–1793).

Trata-se do resultado de um trabalho de continuidade com as criaturas fantásticas que Paula Rego executou entre 1977 e 1978, período durante o qual criou uma série de bonecos em tecido, representando personagens dos contos populares: “A princesinha grávida”, “O príncipe perfeito”, “A princesa da ervilha”, “As três cabeças de oiro” e “O gato das botas”.

A exposição apresenta ainda uma série de obras e de modelos construídos pela artista, reveladores do seu processo criativo a partir dos anos de 1990.

“É a partir desta década que as histórias que conta começam a ser encenadas no seu estúdio, quer através de modelos vivos, quer através dos modelos que a própria artista modela para interagirem numa complexa cenografia que a artista passa a pintura”, explica a curadora, Catarina Alfaro.

“Paula Rego: desenhar, encenar, pintar” vai estar aberta ao público a partir de sexta-feira e até 24 de maio de 2020.

AL // TDI

By Impala News / Lusa

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