Obras de arte da coleção Novo Banco em nova galeria em Reguengos de Monsaraz

Um conjunto de 10 obras da coleção do Novo Banco, de artistas como Graça Morais ou Noronha da Costa, vai estar exposto no Núcleo de Arte Contemporânea de Reguengos de Monsaraz (Évora), a inaugurar na segunda-feira.

Obras de arte da coleção Novo Banco em nova galeria em Reguengos de Monsaraz

Obras de arte da coleção Novo Banco em nova galeria em Reguengos de Monsaraz

Um conjunto de 10 obras da coleção do Novo Banco, de artistas como Graça Morais ou Noronha da Costa, vai estar exposto no Núcleo de Arte Contemporânea de Reguengos de Monsaraz (Évora), a inaugurar na segunda-feira.

A nova galeria de arte, localizada no Palácio Rojão, vai mostrar, durante cinco anos, estas obras cedidas pelo Novo Banco, fruto de uma parceria com o Ministério da Cultura, explicou hoje a câmara municipal, em comunicado.

Graça Morais, José Pedro Croft, Rui Sanches, Luís Noronha da Costa (1942-2020), Lucio Muñoz (1929-1998) e Manuel Amado (1938-2019) são os artistas que assinam as obras de arte contemporânea que integram esta exposição inaugural.

Segundo a câmara, a cerimónia de inauguração do Núcleo de Arte Contemporânea de Reguengos de Monsaraz, no edifício onde também está instalada a biblioteca municipal, vai decorrer às 10:30 de segunda-feira.

“Esta mostra de artistas contemporâneos resulta da parceria estabelecida entre o Novo Banco e o Ministério da Cultura para disponibilizar ao público o seu património artístico e cultural”, precisou a autarquia.

O Novo Banco revelou também hoje que, na sessão de segunda-feira, vai assinar o protocolo com este município alentejano para a cedência das 10 obras de arte contemporânea, no âmbito do projeto Novo Banco Cultura.

Esta iniciativa “reveste-se de particular significado”, pois, “permite criar em Reguengos o primeiro polo de arte contemporânea” e ir “ao encontro da vontade do município de consolidar a cultura artística junto da comunidade”, destacou.

As obras expostas, realizadas no último terço do século XX e início do século XXI, “ilustram aspetos das diversas formulações plásticas que caracterizam a produção artística nacional da época”, indicou a instituição bancária.

“No seguimento dos movimentos artísticos dos anos 60 e 70, abrem-se inúmeras possibilidades de experimentação e expressão, nas quais estes artistas se movem de um modo muito pessoal e independente”, frisou.

No Núcleo de Arte Contemporânea de Reguengos de Monsaraz vão estar duas pinturas de Noronha da Costa, “pintor e cineasta que procurou, durante a sua carreira artística, trabalhar a perceção da imagem, entre a figuração e a abstração”, apontou a câmara alentejana.

A “pintora do figurativo” Graça Morais vai ter nesta exposição o acrílico sobre tela “Transgressão”, de 1987, e Manuel Amado, que “deixou a arquitetura para se dedicar exclusivamente à pintura”, estará representado com o óleo sobre tela “Janela Quadrada”, de 1989.

Três pinturas de José Pedro Croft, uma escultura em contraplacado de madeira de tola da autoria de Rui Sanches e duas obras em técnica mista sobre madeira da autoria de Lucio Muñoz, “considerado um dos pioneiros da arte abstrata espanhola”, são as outras obras expostas.

Segundo o Novo Banco, com o protocolo a assinar na segunda-feira, já são sete os museus da região do Alentejo que contam com obras da sua coleção. Além do núcleo de Reguengos de Monsaraz, os outros museus estão situados nos concelhos de Beja, Ourique, Barrancos, Évora, Crato e Portalegre.

“As obras da coleção de pintura do Novo Banco estão já em 35 museus de todas as regiões do país, incluído Açores e Madeira, num total de 88 obras expostas”, acrescentou a instituição.

RRL // TDI

By Impala News / Lusa

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