Óbito/Carlos do Carmo: Sérgio Godinho recorda “papel absolutamente fulcral” no fado

O cantor Carlos do Carmo, que morreu hoje, aos 81 anos, teve um papel “absolutamente fulcral” dentro e fora do fado, afirmou hoje à agência Lusa o músico e compositor Sérgio Godinho.

Óbito/Carlos do Carmo: Sérgio Godinho recorda

Óbito/Carlos do Carmo: Sérgio Godinho recorda “papel absolutamente fulcral” no fado

O cantor Carlos do Carmo, que morreu hoje, aos 81 anos, teve um papel “absolutamente fulcral” dentro e fora do fado, afirmou hoje à agência Lusa o músico e compositor Sérgio Godinho.

“Sempre achei que, ao mesmo tempo que é ‘fadista de gema’, ele é mais do que isso, é um cantor. Não é um fadista característico, como o [Alfredo] Marceneiro, é alguém com outro tipo de formação e que renovou dentro do fado e tem um papel absolutamente fulcral”, afirmou.

Sérgio Godinho lamentou a morte de Carlos do Carmo – “alguém que eu sempre, sempre, sempre estimei muito” -, recordando algumas das ocasiões em que ambos se cruzaram profissionalmente.

Uma delas foi a composição do tema “Velho cantor”, para a voz de Carlos do Carmo, e outra foi a gravação de “Fotos de fogo”, música de Sérgio Godinho, num registo em trio com a participação de Camané.

Carlos do Carmo também deu a sua interpretação de “Lisboa que amanhece”, um dos temas emblemáticos de Godinho, para um álbum gravado ao piano com Bernardo Sassetti.

Do percurso artístico de Carlos do Carmo, Sérgio Godinho sublinha a gravação de “Um homem na cidade”, “um disco histórico”, de 1977, que contou com os guitarristas António Chainho e Raul Nery, com letras de José Carlos Ary dos Santos e música de José Luís Tinoco, António Moniz Pereira, Vitorino de Almeida, Fernando Tordo, Frederico de Brito, Joaquim Luís Gomes, Martinho D’Assunção e Paulo de Carvalho

Carlos do Carmo morreu hoje, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O cantor despediu-se dos palcos em 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, Carlos do Carmo era filho da fadista Lucília do Carmo e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, em Lisboa, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964.

Vencedor do Grammy Latino de Carreira, que recebeu em 2014, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do ‘Canecão’, no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

A publicação do seu derradeiro álbum, “E Ainda?”, prevista para o passado mês de novembro, foi anunciada hoje, para este ano, pela discográfica Universal.

O Governo decretou um dia de luto nacional para segunda-feira, pela morte de Carlos do Carmo.

SS // MAG

By Impala News / Lusa

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