Adelaide João: Presidente da República recorda “atriz omnipresente nas últimas décadas”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte de Adelaide João, recordando-a como “uma atriz omnipresente nas últimas décadas” em Portugal, a cuja presença os portugueses estavam habituados.

Adelaide João: Presidente da República recorda

Adelaide João: Presidente da República recorda “atriz omnipresente nas últimas décadas”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte de Adelaide João, recordando-a como “uma atriz omnipresente nas últimas décadas” em Portugal, a cuja presença os portugueses estavam habituados.

A atriz Adelaide João morreu hoje de madrugada, aos 99 anos, na Casa do Artista, em Lisboa, onde residia, vítima de covid-19.

Numa mensagem de pesar publicada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa endereça “sentidos pêsames” à família da atriz.

Nesta nota, Adelaide João é recordada como “uma atriz omnipresente nas últimas décadas”, referindo-se que tinha “muito mais de uma centena de trabalhos no currículo” e era “quase centenária em idade”.

“E se estávamos tão habituados à sua presença, a verdade é que reencontraremos sempre Adelaide João quando regressarmos às imagens do nosso cinema e da nossa televisão”, acrescenta-se.

Maria da Glória Pereira Silva, de nome artístico Adelaide João, nasceu em Lisboa em 27 de julho de 1921.

Segundo o chefe de Estado, “lembrar os seus trabalhos é fazer o historial do teatro televisivo em Portugal, do Teatro Nacional e das companhias de teatro independentes, das novelas fundadoras”, como “Vila Faia”, “Origens” e “Chuva na Areia”, e também “dos dramas e séries”, como “Eu Show Nico” e “Cláxon”.

Destaca-se ainda nesta mensagem a ligação da atriz ao “cinema de autor desde 1960”, com a participação nos filmes “Dom Roberto”, “O Recado”, “Amor de Perdição”, “Francisca”, “Sem Sombra de Pecado”, “O Bobo”, “O Processo do Rei”.

Adelaide João é descrita como “uma figura eminentemente reconhecível, com uma franqueza e um desembaraço que a tornavam uma atriz cómica por excelência, mas também à vontade em registos mais graves”, e como “uma atriz de elenco, consciente da interpretação como arte coletiva e colaborativa, em que cada ator dá o seu contributo, maior ou mais pequeno, notório ou discreto”.

Em Portugal, já morreram mais de 13 mil pessoas com covid-19 e até agora foram contabilizados mais de 740 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

 

 

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