“O mundo será a sala de aula” no novo ano letivo de escola em Gaia

Uma aplicação para telemóvel, tapetes higienizados, intervalos de meia hora e uma sala de aula por turma são medidas de combate à covid-19 na Escola Básica e Secundária de Canelas (Gaia/Porto) para o ano letivo que arranca na próxima semana.

“O mundo será a sala de aula” no novo ano letivo de escola em Gaia

Uma aplicação para telemóvel, tapetes higienizados, intervalos de meia hora e uma sala de aula por turma são medidas de combate à covid-19 na Escola Básica e Secundária de Canelas (Gaia/Porto) para o ano letivo que arranca na próxima semana.

“O mundo será a sala de aula. Uma sala de aula com o distanciamento que é necessário e possível” e “não haverá deslocação para as aulas específicas, como laboratórios, salas de música, salas de Educação Tecnológica ou Educação Visual”, descreve Artur Vieira, diretor do Agrupamento de Escolas de Canelas, localizada no concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, e que conta com um total de 1.800 alunos desde o 5ª. ano ao 12º. ano.

Segundo o diretor daquele agrupamento escolar, vão ser as disciplinas que “vão ter com os alunos”, para que tudo seja feito dentro da sala adjudicada a determinada turma.

Artur Vieira assume que quer dar as boas vindas a todos os alunos no auditório da escola, ao longo dos dias 15, 16 e 17 de setembro, para lhes explicar tanto as “orientações sobre o regresso ao regime presencial 2020-21” num contexto de pandemia, como para mostrar á comunidade estudantil como vai funcionar a aplicação para telemóvel concebida para aquela escola e que vai funcionar como uma espécie de GPS, em que cada aluno saberá em qual das três portarias vai poder entrar para evitar aglomerados.

A ‘App’ para o telemóvel mostra o desenho de uma planta de arquiteto com os circuitos de entrada e corredores onde se pode circular para aceder ao refeitório, máquinas de comida’, recreio ou a sala de isolamento para casos suspeitos de covid-19.

Nessa aplicação vão estar descritas as “regras básicas” de distanciamento para evitar disseminação de gotículas respiratórias, bem como os “procedimentos e higiene”, equipamento de proteção individual, plano de contingência, documentos orientadores e contactos telefónicos para o caso de necessitar da presença de um assistente operacional, pois a escola tem “apenas 19 assistentes”, lamenta Artur Vieira.

Cada turma vai ficar afeta a uma sala de aula com as cadeiras afastadas entre si no mínimo de um metro. E é nesse contexto de aula que os alunos vão poder ir à casa de banho, porque durante o intervalo as casas de banho vão estar encerradas para maior controlo e limpeza, explica Artur Vieira, adiantando que os intervalos de meia hora vão ser desfasados entre turmas, bem como os horários na cantina.

Os alunos que só tiverem aulas no período de manhã podem buscar o almoço em sistema de ‘take away’ e irem para casa com o almoço, dando mais espaço livre para os alunos que tenham aulas também à tarde de poderem comer no refeitório, que terá capacidade para 140 lugares, em vez dos 600 pré-covid.

Os ‘buffets’ dos estudantes e dos professores vão estar encerrados e, para atenuar a falta desses espaços, a escola colocou mais máquinas de ‘vending’ para remediar aqueles que não tenham trazido merenda de casa.

Os alunos vão receber um ‘kit’ com três máscaras para o primeiro período escolar, que vão ser obrigatórias usar. “Não podem ser outras [máscaras] por uma questão de segurança”, alerta o diretor, referindo que cada portaria vai ter um tapete higienizado para que os sapatos dos estudantes sejam desinfetados ao entrarem no recinto.

Os intervalos vão realizar-se sempre ao ar livre, mas apenas se as condições climatéricas o permitirem. Caso contrário, a meia hora de intervalo será passada dentro da sala de aula.

“Está tudo reunido para que as coisas sejam feitas em segurança e no menor risco possível”, conclui o diretor da Escola Básica e Secundária de Canelas, estrutura que alberga 1.800 alunos do 5º. ao 12º. ano e que tem 19 assistentes operacionais.

A temperatura dos alunos não vai ser medida, porque não há pessoal auxiliar suficiente, acrescenta Artur Vieira.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 904 mil mortos e quase 28 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.849 pessoas dos 61.541 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

CCM // HB

By Impala News / Lusa

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