Número de mortos de surto de dengue em Timor-Leste sobe para sete

Pelo menos sete pessoas morreram devido a um surto de dengue que está a assolar Timor-Leste desde o início do ano, com o país a registar só em janeiro metade dos casos registados em todo o ano passado.

Número de mortos de surto de dengue em Timor-Leste sobe para sete

Número de mortos de surto de dengue em Timor-Leste sobe para sete

Pelo menos sete pessoas morreram devido a um surto de dengue que está a assolar Timor-Leste desde o início do ano, com o país a registar só em janeiro metade dos casos registados em todo o ano passado.

Dados do Ministério da Saúde divulgados hoje indicam que desde o início de janeiro se registaram 440 casos em todo o país — o número abrange apenas os referenciados nas unidades de saúde -, o dobro dos que se registaram em dezembro.

Os dados indicam que se registaram quatro mortes em Ermera — com a taxa de fatalidade na região a ser de 16% -, e mais um cada nos municípios de Ainaro, Bobonaro and Dili.

Historicamente, os primeiros e os últimos meses do ano são os que registam maior incidência de dengue, devido à época das chuvas, quando os mosquitos proliferam.

Em 2020, Timor-Leste registou um total de 1.415 casos e 10 mortes e em 2021 um total de 901 casos e 11 mortes.

Os dados do Governo mostram que o surto atual de dengue começou no início de dezembro, com 225 casos registados no mês passado, com janeiro a ser o mês com mais casos desde o início do ano passado.

A maioria dos casos (271) é febre dengue (DF, na sigla em inglês), com 29 casos de febre hemorrágica (DHF, também na sigla em inglês) e 19 de “síndrome de dengue choque” (DSS), sendo estas duas as mais graves.

No relatório divulgado hoje o Ministério da Saúde explica que a grande maioria dos casos afetam menores de 14 anos, com 47,3% dos casos registados entre crianças com entre cinco e 14 anos, 31,3% entre crianças com idades entre um e quatro anos e 8,4% entre menores de um ano, tendo havido um aumento na última semana neste último grupo etário.

A zona de Dom Aleixo, no centro da capital timorense, regista o maior número dos casos documentados em Díli, e que fizeram esticar ao limite os recursos dos serviços de saúde, obrigando a transferir doentes do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) para o centro de Vera Cruz.

Imagens da acumulação de doentes nas várias unidades de saúde circulam pelas redes sociais com apelos ao Governo para que melhore as condições de saúde no país.

Atualmente há doentes com dengue em 10 centros médicos da capital, com destaque para os 74 do HNGV, 55 cada na Clínica Fatumeta e na Clínica Formoso, 47 em Comoro e 42 no centro de Vera Cruz.

A dengue, uma doença viral transmitida por mosquitos Aedes, tem um período de incubação após a picada do inseto que pode variar entre três e 14 dias, sendo tipicamente de quatro a sete dias.

É geralmente acompanhada por sintomas como dor de cabeça, febre, exaustão, dores musculares e articulares severas, glândulas inchadas, vómitos e erupções cutâneas, com casos que variam desde infeções assintomáticas a quadro febris e síndromes hemorrágicos com choque, os mais graves.

Ao contrário da dengue, Timor-Leste registou êxitos significativos no combate a outra doença transmitida por mosquitos, a malária, com o país sem registar qualquer morte desde 2017, zero casos em 2018 e 2019 e apenas três casos de infeção em 2020.

 

ASP // JPS

By Impala News / Lusa

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