Novo equipamento da seleção de Cabo Verde feito com plástico retirado do mar

Treze garrafas de plástico dão para produzir uma camisola da seleção cabo-verdiana de futebol, cujo novo equipamento tem 75% desse resíduo retirado dos oceanos, praias e zonas costeiras, descreveu hoje à agência Lusa fonte oficial.

Novo equipamento da seleção de Cabo Verde feito com plástico retirado do mar

Novo equipamento da seleção de Cabo Verde feito com plástico retirado do mar

Treze garrafas de plástico dão para produzir uma camisola da seleção cabo-verdiana de futebol, cujo novo equipamento tem 75% desse resíduo retirado dos oceanos, praias e zonas costeiras, descreveu hoje à agência Lusa fonte oficial.

 Segundo Paulo Santos, da direção da comunicação da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), depois de muitos anos sem uma linha em relação ao equipamentos da seleção, a FCF decidiu reformular a marca, desde a imagem corporativa e, por conseguinte, os “Tubarões Azuis”, nome pelo que são conhecidas as seleções nacionais.

 E nesta lógica, disse que surgiu a ideia para a camisola principal, que tem os motivos ligados ao mar, essa particularidade de usar a Parley, uma técnica que a empresa fornecedora desenvolveu para vários artigos.

 “Sendo Cabo Verde um país oceânico, de ilhas, sendo o símbolo da federação os tubarões, decidimos conjugar essas várias nuances de forma a podermos ter um produto interessante, amigo do ambiente”, salientou Paulo Santos.

 Apresentado na 2ª edição da semana dos oceanos em Cabo Verde, que aconteceu de 25 a 29 de novembro do ano passado, o responsável federativo sublinhou que foi uma forma de chamar atenção para a questão do ambiente.

 Para confecionar uma camisola, Paulo Santos disse que são precisas 13 garrafas de plástico e 75% do equipamento é feito com esse material retirado dos oceanos, através do centro mundial de recolha e tratamento da marca alemã usada pela seleção, a Adidas.

 “Infelizmente, ainda não são retirados em Cabo Verde, mas no futuro, desde que haja uma política ambiental para a recolha destes produtos, podemos unir com o nosso fornecedor para a possibilidade de canalizar esses resíduos para o seu centro de tratamento”, perspetivou Santos, nas declarações à Lusa, no dia em que os novos equipamentos foram lançados e as réplicas começaram a ser vendidos online.

 O membro da direção de comunicação da FCF avançou à Lusa que parte das vendas online vão ser canalizadas para um projeto de apoio às antigas glórias do futebol cabo-verdiano, que estão a passar por momentos de dificuldades.

 E pensando na questão de género, a mesma fonte disse que pela primeira vez o equipamento tem um formato feminino, esperando que isso também seja motivo de orgulho e de aproximação da seleção aos adeptos cabo-verdianos, no país e na diáspora.

 O responsável garantiu que posteriormente os novos equipamentos vão estar à venda em lojas, mas apenas nos quatro aeroportos internacionais de Cabo Verde, na Praia, no Sal, em São Vicente e na Boa Vista.

 Questionado sobre a questão do calor, tendo em conta ao material utilizado, Paulo Santos explicou que tudo isso foi acautelado com a tecnologia, que usa plástico reciclado, que é transformado em fio para a confeção de camisolas e sapatos, cujo modelo já é utilizado por equipas como Real Madrid (Espanha) e Bayern Munique (Alemanha).

 Devido à pandemia da covid-19, os jogos da seleção, que deveriam acontecer em março, foram adiados, mas Paulo Santos garantiu que os novos equipamentos já vão ser utilizados assim que tanto a Confederação Africana de Futebol (CAF) como a FIFA anunciarem novas datas.

 No apuramento para o Campeonato de África das Nações (CAN’2021), Cabo Verde está no terceiro lugar do seu grupo, com dois pontos, menos dois que Camarões e Moçambique, e mais dois que Ruanda.

 Em outubro, a seleção comandada por Pedro Leitão Brito, o Bubista, deveria iniciar a qualificação para o mundial de 2022, no Qatar, no grupo C africano com Nigéria, República Centro Africana e Libéria.

 

RIPE // JPS

By Impala News / Lusa

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