Navio que se incendiou ao largo dos Açores afundou durante o reboque

O navio mercante Felicity Ace, que se incendiou ao largo dos Açores a 16 de fevereiro e estava a ser rebocado, afundou-se hoje fora do limite da Zona Económica e Exclusiva de Portugal.

Navio que se incendiou ao largo dos Açores afundou durante o reboque

Navio que se incendiou ao largo dos Açores afundou durante o reboque

O navio mercante Felicity Ace, que se incendiou ao largo dos Açores a 16 de fevereiro e estava a ser rebocado, afundou-se hoje fora do limite da Zona Económica e Exclusiva de Portugal.

O navio mercante Felicity Ace, que se incendiou ao largo dos Açores a 16 de fevereiro e estava a ser rebocado, afundou-se hoje fora do limite da Zona Económica e Exclusiva de Portugal, revelou a Marinha. “No local, registam-se alguns destroços e uma pequena mancha de resíduos oleosos, que está a ser dispersa pelos jatos de água dos rebocadores e que se encontra a ser monitorizada pela Direção de Combate à Poluição da Autoridade Marítima Nacional e pela Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA)”, descreveu. Está igualmente previsto um empenhamento de uma aeronave C-295 da Força Aérea portuguesa, acrescentou.

A embarcação ficou “a cerca 25 milhas náuticas, o equivalente a 46 quilómetros”, numa área “cuja profundidade ronda os 3 mil metros”, indicou a Marinha Portuguesa numa nota informativa divulgada na sua página na rede social Facebook. “Hoje, ao início da manhã, durante o reboque, que se tinha iniciado no dia 24 de fevereiro, o navio ‘Felicity Ace’ perdeu estabilidade, tendo vindo a afundar-se”, observou a Marinha. A Marinha “continua a acompanhar a situação, nomeadamente através do Instituto Hidrográfico, que mantém a atualização dos cálculos da deriva da mancha atual”.

“Também o NRP Setúbal se deslocou a Ponta Delgada para reabastecer e regressará à área do afundamento a fim de continuar a monitorizar a situação”, informou. A bordo do navio “seguem mergulhadores da Marinha e material de combate à poluição, nomeadamente barreiras oceânicas de proteção/contenção de poluição da Autoridade Marítima Nacional”, acrescentou. Por outro lado, e “de forma preventiva, um dos rebocadores que se encontrava a efetuar o reboque está em trânsito para Ponta Delgada de forma embarcar um reforço de material de combate à poluição”.

O navio mercante ‘Felicity Ace’, que navegava a 90 milhas náuticas (cerca de 170 quilómetros) a sudoeste da ilha do Faial, nos Açores, sofreu um incêndio a bordo no dia 16 de fevereiro. Os 22 tripulantes foram resgatados e transportados em segurança para o aeroporto da Horta. O reboque do navio começou na quinta-feira, quando a embarcação, “aparentemente estável”, já não apresentava “focos de incêndio no exterior nem interior”.

“O reboque dirige-se agora para uma área a cerca de 60 milhas (o equivalente a 111 quilómetros) a sudeste da ilha do Faial”, o que “permitirá reforçar o sistema com uma equipa de peritos, a ser transportada para o local por helicóptero civil”, descreveu na ocasião a Marinha. O navio tem “uma temperatura elevada na zona central, sem que haja fumos na sua estrutura”, ou se apresentem focos de poluição na água, acrescentou. O ‘Felicity Ace’, com bandeira do Panamá, tinha partido de Emden, na Alemanha, com destino ao porto de Davisville, no estado norte-americano de Rhode Island.

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