Museu Vieira da Silva em Lisboa faz exposição intimista para recordar Sophia

Uma exposição intimista com obras que pertenceram à poeta Sophia de Mello Breyner (1919-2004) vai ser inaugurada na quarta-feira para celebrar o centenário do seu nascimento no Museu Arpad Szénes-Vieira da Silva, em Lisboa.

Museu Vieira da Silva em Lisboa faz exposição intimista para recordar Sophia

Museu Vieira da Silva em Lisboa faz exposição intimista para recordar Sophia

Uma exposição intimista com obras que pertenceram à poeta Sophia de Mello Breyner (1919-2004) vai ser inaugurada na quarta-feira para celebrar o centenário do seu nascimento no Museu Arpad Szénes-Vieira da Silva, em Lisboa.

Centrada na relação entre a escritora e o casal de artistas Arpad Szenes (1897-1985) e Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), a exposição vai reunir gravuras, desenhos e aguarelas, correspondência e documentação variada, segundo o museu.

“Olhares Mútuos: Maria Helena Vieira da Silva e Sophia de Mello Breyner Andresen” acede ao núcleo de obras de Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes presentes na coleção privada de Sophia de Mello Breyner, hoje em posse dos seus filhos.

A exposição tem curadoria de Marina Bairrão Ruivo e Sandra Santos, e reúne gravuras que serviram para ilustrar obras poéticas, desenhos e aguarelas dedicados ou inspirados na figura da poeta, prosa e poesia que se inspiram na pintura dos artistas, correspondência, e outra documentação vária.

Esta mostra “revela as afinidades estéticas entre Vieira da Silva e Sophia”, segundo as curadoras, e tem um caráter “intimista, quase de gabinete, procurando evidenciar o diálogo entre as duas autoras, bem como realçar os paralelismos entre as suas obras, que, se bem que em linguagens diferentes, possuem características comuns”.

“Os olhares mútuos entre as duas, a profunda atenção com que ambas fruíram a obra uma da outra, em evidente diálogo, acabam por realçar as afinidades existentes nos respetivos processos criativos. A memória do 25 de Abril, firmada em cartaz por Vieira da Silva a convite de Sophia de Mello Breyner, tornou-se icónica, e é ainda a imagem referência quando se quer ilustrar Abril de 1974”, recordam as curadoras num texto sobre a mostra.

“A visão de Sophia foi saber que estava em Vieira a capacidade de condensar em dois cartazes o êxtase que nasce da liberdade de expressão. Apátrida durante quase 30 anos, Vieira pôde finalmente voltar a ser portuguesa, ainda que de nacionalidade francesa, num registo que saiu do circuito mais restrito e elitista das salas de exposição para invadir as ruas, as montras e as paredes das casas portuguesas”, recordam, no texto.

Também está previsto, no mesmo dia, antes da inauguração da exposição, o lançamento do livro constituído pelo que, de principal, Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu sobre a Antiguidade Clássica, intitulado “O Nu na Antiguidade Clássica”.

A edição é coordenada e organizada por Maria Andresen de Sousa Tavares, responsável também pela seleção dos poemas e respetivas notas, e tem prefácio de José Pedro Serra.

Com esta exposição, que irá ser inaugurada na quarta-feira, às 18:30, e permanece no museu até 21 de julho, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva associa-se às comemorações do centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner.

O centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner assinala-se a 06 de novembro de 2019.

AG // TDI

By Impala News / Lusa

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