Mulher que atraiu Mota Jr para a morte também vai ser acusada de crime qualificado

O Ministério Público recorreu e Catarina passa a responder pelo assassinato do rapper Mota Jr, de 28 anos, em coautoria com João Luizo, Édi Barreiros e Fábio Martins.

Mulher que atraiu Mota Jr para a morte também vai ser acusada de crime qualificado

O Ministério Público recorreu e Catarina passa a responder pelo assassinato do rapper Mota Jr, de 28 anos, em coautoria com João Luizo, Édi Barreiros e Fábio Martins.

Catarina Sanches, de 23 anos, tinha escapado à acusação de crime qualificado pela morte de Mota Jr, uma vez que o juiz não tinha dado como provado o envolvimento da jovem no crime. Para o Ministério Público, a jovem foi o ‘isco’ que atraiu o artista para a armadilha fatal, mas até agora estava apenas a ser julgada por roubo.

O Ministério Público recorreu e Catarina passa a responder pelo assassinato do rapper Mota Jr, de 28 anos, em coautoria com João Luizo, Édi Barreiros e Fábio Martins.

Na decisão, tomada na quinta-feira e citada pelo CM, os magistrados analisam a descrição que o Ministério Público faz do crime e é nela que se baseiam para este volte-face. “Podemos retirar a conclusão de que na perspetiva do MP contida na acusação (se isso se prova ou não é matéria a apurar no momento próprio, em julgamento) a arguida ‘alinhou’ concertadamente (servindo de ‘isco’) para a colocação da vítima no local adequado para o assalto, no plano e circunstâncias deste (superioridade numérica e uso de arma de fogo), com os restantes três arguidos e que lhe é imputado, também, face àquelas circunstâncias e modo de comparticipação e ação criminosa, que a arguida admitiu que a morte seria provável”, lê-se no acórdão da Relação de Lisboa.

Os juízes desembargadores consideram “que a imputação por homicídio qualificado em coautoria material foi adequada em face da descrição feita”.

Recorde-se que esta jovem era a única testemunha do rapto de Mota Jr. A família de David sempre desconfiou desta pelo facto de ela ter fugido do local sem pedir auxílio.

De acordo com o Ministério Público de Sintra, que acusou os quatro pela morte do músico, o golpe de 14 de março até esteve previsto para quatro dias antes, mas o trio enganou-se no prédio.

Segundo a acusação, no hall do prédio, o músico foi atacado por Édi e Fábio com pistola e murros no rosto. Luizo, que vigiava do carro, juntou-se e os três espancaram David. De seguida, amarram-lhe as pernas com fita adesiva e meteram-no na mala do carro.

Roubaram os três anéis de ouro que Mota tinha nos dedos, mudaram de roupa e foram desfazer-se do corpo numa mata em Sesimbra. Depois, com as chaves de casa em posse, roubaram ainda a casa do rapper.

 

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