Mostra com 90 obras de arte inspiradas em Al Berto é inaugurada hoje no Museu do Chiado

Cerca de 90 obras de 27 artistas portugueses, inspiradas no livro “Horto de Incêndio”, do poeta Al Berto, vão estar expostas a partir de hoje no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa.

Mostra com 90 obras de arte inspiradas em Al Berto é inaugurada hoje no Museu do Chiado

Mostra com 90 obras de arte inspiradas em Al Berto é inaugurada hoje no Museu do Chiado

Cerca de 90 obras de 27 artistas portugueses, inspiradas no livro “Horto de Incêndio”, do poeta Al Berto, vão estar expostas a partir de hoje no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa.

Intitulada “Orto di Incendio – 27 artistas a partir de Al Berto”, a exposição de gravura artística, que é inaugurada hoje, às 19:00, e ficará patente até 02 de fevereiro de 2020, resulta de uma parceria com a Oficina de Gravura da MArt, em Roma, Itália.

Com curadoria de Ana Natividade, André Almeida e Sousa e Paulo Brighenti, esta exposição uniu 27 artistas em torno do livro “Horto de Incêndio” do poeta português Al Berto, recentemente traduzido para italiano por Federico Bertolazzi.

Al Berto, pseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, nascido em Coimbra, em 1948, que morreu em Lisboa, em 1997, foi poeta, pintor, editor e animador cultural.

Federico Bertolazzi é investigador, tradutor e docente de literatura portuguesa na Università degli Studi di Roma Tor Vergata, e é um dos mentores e coordenadores deste projecto literário e artístico, com Ana Natividade.

Os artistas foram convidados a trabalhar livremente a partir da obra de Al Berto, na Oficina de Gravura da MArt, de modo a criar um corpo de trabalho que consistiria em séries de dez obras, múltiplas ou não.

A fidelidade a uma matriz, a forma como esta é entendida e a consequente semelhança, dissemelhança e variação das provas entre si foram, em cada caso, escolhas pessoais, assumidas como pressuposto criativo ou como resultado do próprio processo de trabalho, segundo uma nota do Museu do Chiado sobre a exposição.

Alguns destes artistas têm uma prática que não inclui a gravura ou a impressão, enquanto outros as incluem no seu trabalho e as utilizam de forma regular.

Foram convidados os artistas Alexandre Conefrey, Ana João Romana, Ana Natividade, André Almeida e Sousa, Carlos Corais, Carlos Nogueira, Constança Arouca, Francisca Carvalho, Frederico Pratas, Gonçalo Beja da Costa, Inês Soares, João Cochofel, João Decq, João Jacinto, João Queiroz, Luís Almeida, Luís Manuel Gaspar, Luís Silveirinha, Maria Joana Santos, Mariana Dias Coutinho, Marta Amaral, musa paradisiaca, Paulo Brighenti, Pedro Sousa Vieira, Run Jiang, Susana Amaral, Tomás Cunha Ferreira.

Esta mostra esteve patente em Roma, no Museu do Instituto Centrale per la Grafica, entre 14 de fevereiro e 14 de abril deste ano, mas com um núcleo inicial de 60 obras agora ampliado no Museu do Chiado, incluindo peças que alargam a perspetiva do trabalho desenvolvido na oficina de gravura, a partir da obra do poeta de “Trabalhos do Olhar”, “Lunário” e “Horto de Incêndio”.

Das séries de trabalhos resultaram 10 coleções, agora editadas pela Oficina de Gravura da MArt.

Um catálogo trilingue (português, italiano, inglês), com edição pela Sistema Solar, acompanha a exposição, juntando no mesmo volume os seus dois momentos, em Roma e Lisboa.

AG // MAG

By Impala News / Lusa

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