Mosteiro desocupado volta a ser palco da bienal de arte de Coimbra em 2019

Mosteiro desocupado volta a ser palco da bienal de arte de Coimbra em 2019

O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, que se encontra desocupado, vai continuar a ser um dos palcos da bienal de arte anozero, em Coimbra, afirmou hoje o curador Agnaldo Farias, que pretende também vincar a relação com a Universidade.

Depois de na segunda edição, em 2017, a bienal de arte contemporânea ter devolvido à cidade o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, um espaço desocupado que se assumiu como o lugar central do evento com obras de luz, som, vídeo e escultura, a edição de 2019 voltará a apostar no protagonismo desse edifício do século XVII.

“Vai ter esse protagonismo. É um espaço notável que não se justifica que esteja desocupado. É um espaço lindo, único, com muito potencial, mas que também implica trabalhos muito particulares e muito exigentes”, disse à agência Lusa o curador da anozero para 2019, Agnaldo Farias, que está em Coimbra a visitar espaços que poderão integrar a próxima edição da bienal.

No entanto, face às dimensões imponentes de um grande edifício com corredores de 200 metros, o antigo mosteiro “convida a projeções, trabalhos sonoros e com luz – intervenções ambientais”.

Durante a visita à cidade, a equipa de curadores procura também outros espaços que possam acolher exposições e intervenções da anozero, em 2019, uma edição que deverá vincar ainda mais a sua relação com a Universidade de Coimbra, esclareceu.

Agnaldo Farias pretende relacionar a afinidade entre linhas artísticas e locais, procurando espaços que possam sugerir “a aproximação” de trabalhos de artistas que se relacionam com a botânica, a medicina ou alta tecnologia, exemplificou.

Na próxima edição, além de querer chamar a atenção para património da cidade que esteja escondido e trazer para o presente a História presente nos espaços urbanos, o curador quer mostrar que Coimbra “é uma cidade viva, que produz conhecimento e não um parque temático”.

Ao mesmo tempo, sublinha, pretende tirar a arte contemporânea “de um nicho, de um espaço de reverência ou de silêncio respeitoso” e garantir uma relação com a cidade viva, nomeadamente com os jovens.

Durante estes dias, a equipa de curadores deverá também começar a definir os nomes dos artistas que vão participar na bienal, em 2019, referiu.

A próxima edição tem como título “A Terceira Margem do Rio”, e, por estes dias, a equipa (que conta com os curadores adjuntos Julia Buenaventura, Lígia Afonso e Nuno Rocha) está a visitar a cidade para definir os vários locais onde vai decorrer a anozero.

A visita é efetuada em colaboração com o Departamento de Arquitetura (DARQ) da Universidade de Coimbra.

O diretor do DARQ, José António Bandeirinha, sublinhou que “o passado histórico precisa de contemporaneidade e presente para se valorizar”, e que a bienal pode ter essa capacidade de resgatar património esquecido no passado, mas também trazer esses espaços para o presente.

“Esta visita ajuda a escolher os locais [para a bienal], mas sobretudo para perceber a melhor maneira como a cidade pode participar e relacionar-se com a bienal”, frisou.

JYGA // MAG

By Impala News / Lusa

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