Morte de bebé no Amadora-Sintra: Hospital de Faro abre inquérito

Hospital de Faro abriu inquérito à morte da mulher grávida que perdeu o filho no Amadora-Sintra, depois de fazer uma cesariana às 32 semanas de gestação. Esta decisão surge após o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, se ter pronunciado sobre o caso.

Morte de bebé no Amadora-Sintra: Hospital de Faro abre inquérito

Morte de bebé no Amadora-Sintra: Hospital de Faro abre inquérito

Hospital de Faro abriu inquérito à morte da mulher grávida que perdeu o filho no Amadora-Sintra, depois de fazer uma cesariana às 32 semanas de gestação. Esta decisão surge após o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, se ter pronunciado sobre o caso.

Hospital de Faro abriu um inquérito à morte da mulher grávida que perdeu o filho no Amadora-Sintra, depois de fazer uma cesariana às 32 semanas de gestação. Esta decisão surge após o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, se ter pronunciado, pedindo que fosse investigado o caso do recém-nascido. Em declarações à Lusa, Miguel Guimarães afirmou desconhecer, ao pormenor, o caso da grávida transferida de Faro para o Amadora-Sintra, mas lembra que a transferência constante de grávidas entre instituições pode “comportar risco”.

LEIA DEPOIS
Pai de siamesas tem de decidir sobre cirurgia que matará uma delas

Bastonário sublinha insuficiência de meios humanos

“As autoridades competentes têm de fazer uma investigação, a situação deve ser investigada totalmente pelas instituições com capacidade inspetiva e provavelmente pelo Ministério Público”, afirmou Miguel Guimarães. O bastonário sublinha que a insuficiência de meios humanos nas maternidades do sul do país, incluindo a região de Lisboa, foi “várias vezes denunciada” pela Ordem e entende que a constante “circulação de grávidas por falta de condições adequadas” dos serviços pode trazer riscos e ter “consequências indesejadas”. Miguel Guimarães frisa que desconhece ainda as causas que levaram à transferência da grávida de Faro para Lisboa e recorda que o desfecho do caso, o falecimento do recém-nascido, poderia ter sucedido igualmente no Algarve. O bastonário lamentou ainda a morte do bebé e manifestou solidariedade para com os pais e família. Para Miguel Guimarães, as “autoridades competentes” têm de fazer uma investigação cabal do caso.

Ministério da Saúde não indicou se pediu uma averiguação

Ministério da Saúde não indicou se pediu uma averiguação à situação e a Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) também não o esclareceu. “A IGAS não disponibiliza qualquer informação [sobre o caso concreto], sendo que certo que, em primeira linha, a indagação é da competência das entidades envolvidas”, indicou a Inspeção numa resposta escrita enviada à Lusa. Também à agência, fonte oficial do Ministério da Saúde considerou que “foram seguidos todos os procedimentos de cuidados de saúde adequados”. O Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) refere que a grávida foi “prontamente assistida” e teve “todos os cuidados de saúde considerados necessários”, sublinhando que a “transferência entre hospitais do SNS de utentes grávidas é uma situação que ocorre sempre que clinicamente necessário e seguindo as normas de garantia da segurança das utentes”.

LEIA MAIS
Previsão do tempo para quarta-feira, 7 de agosto
Casa de Papel inspira grupo de assaltantes no México

 

 

Impala Instagram


RELACIONADOS