Moçambique tem quase 7.500 turmas ao relento

Moçambique tem 7.484 turmas ao relento e existem no país 28.269 salas feitas em capim e adobe (barro), segundo dados apresentados pelo Ministério da Educação da reunião do Conselho Coordenador do setor.

Moçambique tem quase 7.500 turmas ao relento

Moçambique tem quase 7.500 turmas ao relento

Moçambique tem 7.484 turmas ao relento e existem no país 28.269 salas feitas em capim e adobe (barro), segundo dados apresentados pelo Ministério da Educação da reunião do Conselho Coordenador do setor.

“Quero apelar aos gestores escolares, líderes comunitários e parceiros para encontrarmos soluções locais e a breve trecho eliminar as turmas ao ar livre” e deixar de haver “crianças sentadas no chão, debaixo de árvores”, referiu a ministra da Educação, Carmelita Namashulua, citada hoje pelos meios locais após a abertura do encontro.

O Conselho Coordenador do Ministério da Educação decorre desde quarta-feira em Chidenguele, sul do país, reunião que junta diversos agentes da área para fazer um ponto de situação das atividades no país.

A criação de “condições propícias” para o estudo nos diferentes graus de ensino deve ser prioridade, sublinhou.

Um programa nacional tenta alterar a situação com recurso a madeira, zinco e outros materiais locais, mas o desafio passa por reverter o subfinanciamento para infraestruturas.

Na abertura do Conselho Coordenador, a governante queixou-se ainda de demoras “na construção e apetrechamento de infraestruturas escolares”.

Outros problemas persistem no setor, nomeadamente o elevado rácio de alunos por professor, ligado a outro que requer mais financiamento, a contratação de mais professores para o ensino público.

O Governo moçambicano e oito parceiros de cooperação renovaram em julho um memorando de entendimento visando melhorar a qualidade da educação no país.

Portugal, Alemanha, Canadá, França, Finlândia, Itália, Irlanda e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) contribuem para o Fundo de Apoio ao Setor da Educação (FASE) e anualmente têm desembolsado 80 milhões de dólares (68 milhões de euros) para a educação em Moçambique, numa iniciativa criada em 2002.

O novo acordo assinado este ano pretende assegurar o acesso a uma educação de qualidade, implementar e consolidar um sistema de monitorização, avaliação e aprendizagem “alinhado ao plano baseado em resultados”.

LFO // JH

Lusa/fim

By Impala News / Lusa

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