Moçambique pede ajuda financeira para estar pronto a enfrentar época ciclónica

O Governo moçambicano iniciou hoje contactos diplomáticos para receber 17 milhões de euros de ajuda financeira que permita ao país estar pronto a enfrentar calamidades, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco.

Moçambique pede ajuda financeira para estar pronto a enfrentar época ciclónica

Moçambique pede ajuda financeira para estar pronto a enfrentar época ciclónica

O Governo moçambicano iniciou hoje contactos diplomáticos para receber 17 milhões de euros de ajuda financeira que permita ao país estar pronto a enfrentar calamidades, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco.

Devido à “insuficiência de recursos, solicitamos aos nossos parceiros, para, em conjunto, avaliarmos as melhores vias para a superação deste défice orçamental apresentado no nosso plano de contingência 2019-2020”, frisou o governante.

José Pacheco falava durante um encontro com representantes do corpo diplomático acreditado em Maputo, aos quais deu a conhecer as necessidades do plano de contingência para a época chuvosa e ciclónica, que vai de novembro a abril.

O plano, que foi aprovado em conselho de ministros, em 22 de outubro, está orçado em 2,1 mil milhões de meticais (cerca de 30 milhões de euros), dos quais estão apenas assegurados cerca de 850 milhões de meticais (12,1 milhões de euros), acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

O documento estima que 1,6 milhões de pessoas possam ser afetadas por calamidades naturais.

Do valor já assegurado, 300 milhões de meticais (4,29 milhões de euros) são resultantes de contribuições do Governo moçambicano e 540 milhões de meticais (7,7 milhões de euros) do Banco Mundial.

“Isto ilustra que estamos perante um défice de 1,2 mil milhões de meticais (17,1 milhões de euros) para a operacionalização integral”, afirmou José Pacheco.

O executivo moçambicano vai desencadear esforços diplomáticos, a nível regional e internacional, para a mobilização de recursos, visando responder aos desafios desta época chuvosa e à normalização da vida das pessoas afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth, bem como pela seca.

Dados apresentados hoje, durante o encontro com a comunidade diplomática, pela diretora-geral do Instituto Nacional de Gestação de Calamidades (INGC), Augusta Maíta, referem que 714 pessoas morreram durante a época chuvosa 2018/2019, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth.

Entre novembro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral.

PMA (RIZR) // LFS

By Impala News / Lusa

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