Missão BepiColombo transmite as suas primeiras imagens de Mercúrio

A Agência Espacial Europeia transmitiu hoje a primeira imagem de Mercúrio, feita pela missão BepiColombo, a cerca de 2.418 quilómetros do menor e mais desconhecido planeta do sistema solar.

Missão BepiColombo transmite as suas primeiras imagens de Mercúrio

Missão BepiColombo transmite as suas primeiras imagens de Mercúrio

A Agência Espacial Europeia transmitiu hoje a primeira imagem de Mercúrio, feita pela missão BepiColombo, a cerca de 2.418 quilómetros do menor e mais desconhecido planeta do sistema solar.

Paris, 02 out 2021 (Lusa) – A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) transmitiu hoje a primeira imagem de Mercúrio, feita na sexta-feira à noite pela missão BepiColombo a cerca de 2.418 quilómetros do menor e mais desconhecido planeta do sistema solar.

A foto, a preto e branco, foi tirada às 23:44 (00:44 em Lisboa), quando a sonda estava a 2.418 quilómetros de Mercúrio, embora a aproximação mais próxima tenha ocorrido dez minutos antes, quando estava a cerca de 199 quilómetros de distância.

“A região que a imagem mostra é o hemisfério norte de Mercúrio, incluindo a Planície de Sihtu, inundada por lavas. Uma área arredondada, mais suave e brilhante do que os seus arredores caracteriza as planícies que circundam a cratera Calvino, chamada Planície de Rudaki”, avançou a ESA em comunicado.

A imagem também mostra a cratera Lermontov de 166 quilómetros de largura, “que parece brilhante porque contém características únicas de Mercúrio chamadas de ‘buracos’, onde elementos voláteis escapam para o espaço”, acrescentou a agência espacial.

A ESA informou que enviará mais imagens durante o dia.

A missão BepiColombo, lançada em 2018, estudará essas características quando estiver em órbita ao redor do planeta.

A missão BepiColombo, da ESA e da japonesa Jaxa, planeia sobrevoar Mercúrio seis vezes antes de entrar em sua órbita, prevista para 2025.

A missão terá a duração de sete anos e pretende entender a origem e evolução do planeta, que já foi visitado duas vezes pelos navios americanos Mariner 10 (1973) e Messenger (2004).

Nos próximos anos, a missão irá analisar sua magnetosfera, sua estrutura interna, os fenómenos químicos da superfície e a geração do campo magnético do planeta mais próximo do sol, o que tem exigido enormes ajustamentos na trajetória para que a sonda não seja engolida pela força da gravidade da estrela central do sistema solar.

DF // ZO

By Impala News / Lusa

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