Miranda do Corvo | Unidade de Saúde reabre depois de várias horas encerrada

A Unidade de Saúde Familiar de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, reabriu hoje às 12:00, depois de encerrada desde as 08:00 por falta de assistentes administrativos.

Miranda do Corvo | Unidade de Saúde reabre depois de várias horas encerrada

Miranda do Corvo | Unidade de Saúde reabre depois de várias horas encerrada

A Unidade de Saúde Familiar de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, reabriu hoje às 12:00, depois de encerrada desde as 08:00 por falta de assistentes administrativos.

A Unidade de Saúde Familiar de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, reabriu hoje às 12:00, depois de encerrada desde as 08:00 por falta de assistentes administrativos, constatou a Lusa no local.  Segundo o Movimento de Utentes do Centro de Saúde de Miranda do Corvo, o serviço de atendimento foi reaberto com a deslocalização de dois assistentes administrativos do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte.

A acessibilidade aos cuidados de saúde “tem vindo a degradar-se, privando a população de cuidados imprescindíveis e muitas das vezes inadiáveis e obrigando os utentes a terem de recorrer ao Serviço de Urgência do CHUC ou entidades privadas, isto se os utentes tiverem capacidade económica”, frisou à agência Lusa José Taborda, representante do município no Conselho da Comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte.

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Utentes obrigados a recorrerem a outros locais

A reabertura não evitou que dezenas de utentes tenham sido privados de cuidados de saúde durante a manhã de hoje, dia de mercado em Miranda do Corvo e durante o qual os munícipes têm acesso a transportes públicos que não se realizam nos outros dias. Esta manhã, Joana Rodrigues, de Miranda do Corvo, lamentava que o serviço estivesse fechado, quando precisou de “colocar um penso” na filha de quatro anos que caiu e fez um golpe. “Sou doente oncológica e tenho de evitar idas ao hospital a Coimbra. Isto aconteceu à minha filha, mas podia ser a mim e tinha de ir para Coimbra por uma coisa sem jeito nenhum”, sublinhou.

Para esta mulher, que acabou por recorrer aos serviços de enfermagem de uma prima, Miranda do Corvo precisa de uma unidade de saúde “que trabalhe em condições”. “Vinha buscar medicação que tomo diariamente e agora vou ficar sem medicação ou tenho de ir a Coimbra”, disse Mariana Ferreira, salientando que o atraso se deveu ao facto de os serviços da unidade de saúde terem “perdido as receitas e ter sido necessário voltar a efetuar o pedido”.

“A falta de recursos humanos já conduziu a diversas manifestações”

A acessibilidade aos cuidados de saúde “tem vindo a degradar-se, privando a população de cuidados imprescindíveis e muitas das vezes inadiáveis e obrigando os utentes a terem de recorrer ao Serviço de Urgência do CHUC [Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, a 30 quilómetros, num trajeto superior a 30 minutos] ou entidades privadas, isto se os utentes tiverem capacidade económica”, frisou à agência Lusa José Taborda, representante do município no Conselho da Comunidade do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte.

“A falta de recursos humanos já conduziu a diversas manifestações. Uma vez por falta de médicos, enfermeiros, assistentes operacionais e hoje devido à falta de assistentes administrativos, o que levou ao encerramento total do centro de saúde”, salientou. Para o profissional de enfermagem, os utentes estão “perante uma instabilidade permanente na unidade de saúde, que é péssimo para todos os intervenientes, utentes e profissionais de saúde”.

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