Ministros europeus reconhecem que pandemia afetou mais as mulheres

Os ministros europeus responsáveis pela Política Social reconheceram hoje que a pandemia de covid-19 afetou mais as mulheres do que os homens e que os planos nacionais de recuperação têm de traduzir essa diferença.

Ministros europeus reconhecem que pandemia afetou mais as mulheres

Ministros europeus reconhecem que pandemia afetou mais as mulheres

Os ministros europeus responsáveis pela Política Social reconheceram hoje que a pandemia de covid-19 afetou mais as mulheres do que os homens e que os planos nacionais de recuperação têm de traduzir essa diferença.

Os ministros responsáveis pelas pastas de Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores (EPSCO) reuniram-se hoje em videoconferência informal, no contexto da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, sob o lema “Um futuro com empregos — Empregos para o futuro de uma Europa Social Forte”.

“A reunião de hoje mostrou um grande consenso no reconhecimento de que o impacto da crise é diferenciado e que importa responder com políticas públicas, para não haver retrocessos na igualdade”, vincou a ministra de Estado e da Presidência, em conferência de imprensa no final da reunião.

“Houve um reconhecimento generalizado do impacto diferenciado da crise sobre mulheres e homens”, corroborou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Ambas as ministras, Mariana Vieira da Silva e Ana Mendes Godinho, respetivamente, co-presidiram à reunião dos ministros EPSCO, que contou ainda com os comissários europeus responsáveis pelas mesmas pastas e com representantes da Organização Internacional do Trabalho e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Sublinhando que “as mulheres foram desproporcionalmente afetadas pela pandemia”, a comissária europeia para a Igualdade, Helena Dalli, justificou assim que as respostas à crise têm de ser “sensíveis ao género”.

Os planos de ação “têm de ter um foco de género também”, para que haja uma “recuperação igualitária”, sustentou.

Mariana Vieira da Silva sublinhou que esse impacto diferenciado nas mulheres “pode, se não for invertido, dar lugar a recuos na igualdade”. Por exemplo, é necessário “assegurar que o teletrabalho não será um adicional de desigualdade”, apontou.

Para tal, frisou a ministra portuguesa, é preciso incluir a perspetiva de género nos programas de recuperação e resiliência nacionais.

 

 

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