Ministro do Brasil prevê 60 dias para que qualquer vacina seja aprovada no país

Eduardo Pazuello afirmou, numa reunião com governadores, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deverá demorar 60 dias para aprovar qualquer vacina contra a covid-19.

Ministro do Brasil prevê 60 dias para que qualquer vacina seja aprovada no país

Ministro do Brasil prevê 60 dias para que qualquer vacina seja aprovada no país

Eduardo Pazuello afirmou, numa reunião com governadores, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deverá demorar 60 dias para aprovar qualquer vacina contra a covid-19.

Brasília, 08 dez 2020 (Lusa) – O ministro da Saúde brasileiro, Eduardo Pazuello, afirmou hoje, numa reunião com governadores, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, órgão regulador do país) deverá demorar 60 dias para aprovar qualquer vacina contra a covid-19.

Na manhã de hoje, o general Pazuello reuniu-se presencialmente em Brasília com seis governadores, num encontro em que se juntaram outros líderes estaduais de forma virtual, para discutir uma ação mais efetiva e clara do Governo Federal para garantir a vacinação contra a covid-19 no Brasil.

Na reunião, Pazuello prometeu iniciar a vacinação no país no final de fevereiro, uma data que tem sido considerada tardia pelas autoridades estaduais. Na semana passada, o Ministério da Saúde tinha indicado março como o mês para o começo da imunização no país.

“A Anvisa vai precisar de um tempo para cumprir essa missão. O registo gira em torno de 60 dias. Se tudo estiver redondo, teremos o registo efetivo da [vacina da] AstraZeneca no final de fevereiro, dando início à vacinação”, declarou o ministro, citado num comunicado difundido pelo Ministério da Saúde.

“Nós vamos vacinar toda a gente na maior velocidade possível”, prometeu o general.

O encontro foi ainda marcado por um posicionamento mais forte por parte do governador de São Paulo, João Doria, que acusou o executivo central de falta de interesse na Coronavac, potencial vacina chinesa contra a covid-19, que será formulada e também produzida pelo Instituto Butantan, vinculado ao seu estado de São Paulo.

Por sua vez, Pazuello garantiu que se “houver procura e preço”, o Governo comprará o imunizante Coronavac.

“Não sei como o senhor [João Doria] fala tanto como se a Coronavac fosse do estado [de São Paulo]. Ela é do Butantan. O Butantan é o maior fabricante de vacina do nosso país e é respeitado por isso. O Butantan, quando concluir o seu trabalho e tiver a vacina registada, nós avaliaremos a procura e, se houver procura e houver preço, nós vamos comprar. […] Volto a dizer que o registo é obrigatório e havendo procura e preço, todas as vacinas, todas as produções serão alvo da nossa compra”, disse Pazuello, citado pelo portal de notícias G1.

Na contramão do Governo Federal, as autoridades de São Paulo, o estado mais populoso do Brasil e o mais afetado pela pandemia, pretendem iniciar a vacinação em massa contra a covid-19, de forma gratuita, com o imunizante ‘CoronaVac’ em 25 de janeiro, antecipando-se ao plano do executivo central.

Contudo, a Anvisa emitiu um comunicado indicando que ainda faltam vários passos para que a Coronavac seja aprovada no país.

No entanto, o Governo federal, presidido por Jair Bolsonaro, rival político de João Doria, já autorizou verbas para outras vacinas que se encontram na mesma fase de testes que a Coronavac e que ainda não foram registadas pela Anvisa.

O executivo brasileiro frisou que já tem garantidas, até ao momento, 142,9 milhões de doses de imunizantes, através dos acordos entre a Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses) e Covax Facility, iniciativa liderada pela Organização Mundial de Saúde(42,5 milhões).

Na manhã de hoje, o Governo informou que as negociações com a farmacêutica norte-americana Pfizer “seguem a todo o vapor” para a aquisição de 70 milhões de doses do seu imunizante.

“O Governo brasileiro e a Phizer avançam nas diligências na intenção de compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer e o BioNTech contra a covid-19, a serem fornecidas em 2021. Os termos com a Pfizer já estão bem avançados e devem ser finalizados no início desta semana com a assinatura do memorando de intenção. Outras vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento também poderão ser compradas, desde que sejam aprovadas e registadas pela Anvisa”, informou a tutela em comunicado.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (mais de 6,6 milhões de casos e 177.317 óbitos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.545.320 mortos resultantes de mais de 67 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

MYMM // HB

By Impala News / Lusa

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