Ministro do Ambiente recusa reativação das centrais a carvão e adiar descarbonização

O ministro do Ambiente e Ação Climática afastou, em absoluto, a possibilidade de Portugal reativar as centrais a carvão e adiar a descarbonização para responder a atual crise energética.

Ministro do Ambiente recusa reativação das centrais a carvão e adiar descarbonização

Ministro do Ambiente recusa reativação das centrais a carvão e adiar descarbonização

O ministro do Ambiente e Ação Climática afastou, em absoluto, a possibilidade de Portugal reativar as centrais a carvão e adiar a descarbonização para responder a atual crise energética.

 Lisboa, 08 abr 2022 (Lusa) — O ministro do Ambiente e Ação Climática afastou hoje, em absoluto, a possibilidade de Portugal reativar as centrais a carvão e adiar a descarbonização para responder a atual crise energética, insistindo na aceleração da aposta nas renováveis.

Esta posição foi transmitida por Duarte Cordeiro na intervenção que proferiu no segundo e último dia de debate do Programa do Governo na Assembleia da República.

Duarte Cordeiro afirmou que o Governo não defende uma resposta qualquer à crise energética, “mas uma que acautele os limites do sistema natural”.

“Por isso, não pretendemos reativar as centrais a carvão que tantos, tantas vezes, insistem que consideremos. Esses, os defensores de uma economia dependente e de uma descarbonização adiada, nem pensam no preço absurdo que a eletricidade atingiria, tendo em conta os seus custos da produção. E também não consideraram a falta de segurança que representaria a dependência de um mercado, o do carvão, dominado pela Rússia”, alegou o membro do Governo.

A resposta à crise energética, segundo o membro do executivo, assume como primeiro objetivo “negociar mecanismos que nos permitam desligar o preço da eletricidade do preço do gás natural”.

Em segundo, de acordo com Duarte Cordeiro, impõe-se “acelerar, sem diminuir os controlos ambientais, os projetos de fonte renováveis, nomeadamente a partir da energia solar e eólica, permitindo poupar [energia] hídrica e conquistando maior autonomia face aos combustíveis fosseis”.

“Terceiro, é preciso criar almofadas para diminuir o preço junto dos consumidores, domésticos e industriais Quarto, temos de reforçar a diversificação de fornecedores de produtos energéticos, aumentar as interligações, evitando a armadilha de dependência da Rússia e apostando na nossa soberania e progressiva autonomia”, acrescentou.

 

 

PMF // SF

 

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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