Ministro diz que roteiro da neutralidade carbónica impulsionará redução da poluição por navios

O ministro do Ambiente defendeu hoje que o Roteiro para a Neutralidade Carbónica, que quinta-feira foi aprovado pelo Conselho de Ministros, impulsionará a redução das emissões poluentes por navios de cruzeiro, outras embarcações e aviões portugueses.

Ministro diz que roteiro da neutralidade carbónica impulsionará redução da poluição por navios

Ministro diz que roteiro da neutralidade carbónica impulsionará redução da poluição por navios

O ministro do Ambiente defendeu hoje que o Roteiro para a Neutralidade Carbónica, que quinta-feira foi aprovado pelo Conselho de Ministros, impulsionará a redução das emissões poluentes por navios de cruzeiro, outras embarcações e aviões portugueses.

José Matos Fernandes comentava aos jornalistas o estudo hoje divulgado pela Federação Europeia de Transportes e Ambiente, que indica que Lisboa foi a cidade com mais tráfego de navios de cruzeiro em 2017 e é a sexta cidade portuária da Europa com mais emissões poluentes.

O governante ressalvou esta manhã que ainda não conhecia essa investigação “nem a idoneidade” de quem a realizou, mas referiu: “O problema, a existir, vai ser minimizado no futuro próximo”.

A confiança de José Matos Fernandes deve-se ao facto de Portugal ter sido, esta quinta-feira, “o primeiro país no mundo” a aprovar um Roteiro para a Neutralidade Carbónica. O documento reflete uma estratégia apostada em reduzir gradualmente as emissões nacionais de gases com efeito de estufa, de forma a que, em 2050, seja neutro o balanço entre a poluição causada e a poluição removida à atmosfera – nomeadamente através da floresta.

“O Roteiro não contabiliza – nem tem que contabilizar – as emissões poluentes da navegação e da aviação internacionais, mas tem de facto medidas claras no sentido de impulsionar a utilização de combustíveis muito menos poluentes nesses dois tipos de transporte, que são fundamentais para a economia”, diz o ministro.

Para José Matos Fernandes, a tendência será, por isso, de “melhoria evidente”, porque os combustíveis a utilizar nos navios e aviões do futuro “serão cada vez mais não de origem fóssil, mas sim de origem sintética e vegetal – e, embora a tecnologia hoje ainda não o permita, com o tempo também elétrica”.

AYC // ZO

By Impala News / Lusa

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