Ministro da Cultura de Cabo Verde diz que Germano Almeida é um “mito vivo”

O ministro da Cultura de Cabo Verde disse hoje, no festival “Escritaria”, em Penafiel, que Germano Almeida, escritor homenageado no evento, é um dos “mitos vivos” do país e “especial” por ter “conquistado os palcos internacionais”.

Ministro da Cultura de Cabo Verde diz que Germano Almeida é um

Ministro da Cultura de Cabo Verde diz que Germano Almeida é um “mito vivo”

O ministro da Cultura de Cabo Verde disse hoje, no festival “Escritaria”, em Penafiel, que Germano Almeida, escritor homenageado no evento, é um dos “mitos vivos” do país e “especial” por ter “conquistado os palcos internacionais”.

“É um dos nossos mitos vivos, que levam [para fora], não só a cultura cabo-verdiana, mas a cultura em si de Cabo Verde. É um intelectual com uma forte intervenção pública na política, no quotidiano e nos grandes debates nacionais”, afirmou Abraão Vicente, em entrevista à agência Lusa, realizada naquela cidade do distrito do Porto.

Há poucas horas na cidade, onde encontrou animação de rua, nomeadamente música e teatro, e muito material gráfico alusivo à vida e à obra de Germano Almeida, o governante cabo-verdiano considerou o romancista “especial”, também por “ter conquistado os palcos internacionais e feito com que Cabo Verde fosse convidado e participasse nos grandes festivais literários, não só na Lusofonia, mas um pouco pelo mundo”.

O ministro foi convidado a participar no Festival Literário Escritaria, que, este ano, na sua 14.ª edição, homenageia Germano Almeida, que foi Prémio Camões em 2018.

“Fazia sentido a nossa presença para mostrar que é uma honra e motivo de orgulho para Cabo Verde”, assinalou, recordando que o convite para a deslocação a Penafiel aconteceu já há cerca de um ano.

Para o governante, o homenageado “representa um pouco mais que a literatura”.

“É um dos autores que tem duas obras adaptadas ao cinema. Eu sou um apreciador da obra de Germano Almeida. Na literatura, ele acaba por romper com um certo formato de escrever sobre Cabo Verde”, observou o ministro.

À Lusa, Abraão Vicente destacou, por outro lado, o facto de o romancista natural da Ilha da Boavista trazer humor à literatura cabo-verdiana.

“Traz um contar de histórias mais ligadas às pequenas coisas. É um romancista, mas ele mesmo se define como um contador de histórias”, concluiu.

Nas montras, nas ruas, em exposições, na arte de rua, no teatro, na música e nas apresentações de livros, Germano Almeida é, até domingo, o centro das atenções, na segunda cidade mais antiga do distrito do Porto.

O autor, de 76 anos, vai ter silhueta e frase em Penafiel para memória futura, à semelhança do que aconteceu com os anteriores homenageados.

No sábado, pelas 16:00, no Museu Municipal, vai ser apresentado o mais recente livro do autor, “A confissão e a culpa”.

 

APM // MAG

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS