Ministra do Ensino Superior quer modelo de financiamento mais justo

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, disse hoje que é uma prioridade chegar a um modelo de financiamento “mais justo”, mas admitiu que este ano “é impossível” haver alterações.

Ministra do Ensino Superior quer modelo de financiamento mais justo

Ministra do Ensino Superior quer modelo de financiamento mais justo

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, disse hoje que é uma prioridade chegar a um modelo de financiamento “mais justo”, mas admitiu que este ano “é impossível” haver alterações.

“Uma coisa vos posso dizer: uma das nossas prioridades é chegar a um modelo de financiamento que seja mais justo”, afirmou, numa resposta aos jornalistas, na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

A ministra falava à margem de uma sessão promovida no âmbito dos 25 anos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que decorreu na Universidade da Beira Interior (UBI), instituição que tem sede na Covilhã e que tem vindo a queixar-se de ter um “subfinanciamento crónico” e de receber menos por aluno do que outras universidades do país.

Na primeira deslocação que fez à UBI, Elvira Fortunato foi questionada pelos jornalistas sobre o tema, tendo assumido que a “preocupação existe”.

Lembrando que está no Governo há cerca de dois meses e que a questão dos modelos de financiamento se prolongam há quase uma década, a governante garantiu que o problema está em cima da mesa, mas frisou que ainda não será este ano que ficará resolvido.

“Estamos à espera de um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que está a trabalhar neste assunto e que vai ser entregue em setembro”, detalhou.

A ministra também assumiu que não pode garantir que, em 2023, já possa ser aplicado um novo modelo, dado que ainda terá de ser discutido e aprovado por todos os intervenientes.

Questionada sobre uma eventual fórmula, explicou que a solução ainda está a ser trabalhada, mas apontou que as assimetrias entre instituições e até no país poderão entrar no futuro “racional de distribuição”.

Explicou ainda que para que este novo modelo seja “mais justo” e possa ser aplicado, também é preciso “capitalizar mais financiamento para o ensino universitário, que também está a ser subfinanciado”.

“Para além das assimetrias que existem entre as várias instituições, no seu todo, o sistema também precisa de ter mais financiamento”, disse.

CYC // ZO

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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