Ministra da Saúde considera reposição geracional um dos maiores desafios do país

Marta Temido disse hoje que a reposição geracional é um dos maiores desafios que Portugal enfrenta atualmente e que envolve a aposta que tem sido feita na melhoria das condições de vida.

Ministra da Saúde considera reposição geracional um dos maiores desafios do país

Ministra da Saúde considera reposição geracional um dos maiores desafios do país

Marta Temido disse hoje que a reposição geracional é um dos maiores desafios que Portugal enfrenta atualmente e que envolve a aposta que tem sido feita na melhoria das condições de vida.

Coimbra, 12 abr 2019 (Lusa) – A ministra da Saúde, Marta Temido, disse hoje, em Coimbra, que a reposição geracional é um dos maiores desafios que Portugal enfrenta atualmente e que envolve a aposta que tem sido feita na melhoria das condições de vida.

No encerramento da conferência “Natalidade – uma causa nacional, da demografia à economia”, que decorreu na Coimbra Business School, a governante referiu que a resposta à baixa taxa de natalidade tem de ser “sustentada no esforço conjunto de todos os setores da sociedade”.

“À saúde caberá a responsabilidade de garantir que ao longo de todo o ciclo de vida as pessoas tenham acesso aos melhores cuidados de saúde com a qualidade necessária e sem enfrentarem constrangimentos financeiros”, afirmou Marta Temido, salientando que Portugal tem hoje a segunda mais baixa taxa de nascimento da Europa.

Para contrariar este decréscimo, a ministra da Saúde disse que o desafio passa por estimular a natalidade, numa estratégia “que envolve múltiplos aspetos, mas sobretudo esta aposta que tem sido feita na melhoria das condições de vida”.

O serviço de saúde “deve continuar a garantir às mulheres e aos pais o acesso a uma parentalidade informada, saudável, assegurando cuidados de saúde que respondam a um perfil de parentalidade que também se modificou”, acrescentou.

A governante sublinhou que “o Serviço Nacional de Saúde não poderá esquecer as crianças, que são um recurso precioso para o país e a eficácia das atuais políticas públicas de saúde será julgada pela qualidade de vida que elas venham a ter no futuro”, sublinhou.

“O grande desafio é ter as crianças mais saudáveis da União Europeia, que é uma utopia positiva”, enfatizou.

Salientando que nascem anualmente em Portugal cerca de 80 mil crianças, a ministra disse que investir na sua saúde “é imprescindível, porque crianças saudáveis tendem a tornar-se adultos saudáveis, mais produtivos e felizes na vida ativa, mais autónomos e independentes no envelhecimento”.

“Investir nos primeiros anos de vida das futuras gerações tem de continuar a ser uma prioridade e exigirá sempre um esforço específico, que não se esgota na área da saúde, mas também na escola, que é um espaço privilegiado de intervenção, no âmbito da promoção e educação para a saúde”, frisou.

Inserida no movimento de combate à poliomielite, a conferência “Natalidade – uma causa nacional, da demografia à economia” discutiu, em três painéis distintos, “A demografia e o país”, as “Políticas de Apoio à família” e a “A sociedade do futuro”.

AMV // JPF

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS