Ministério Público abre inquérito sobre destruição de anta numa herdade em Évora

O Ministério Público abriu um inquérito sobre a destruição de uma anta numa herdade perto de Évora, alegadamente por causa da plantação de um amendoal intensivo, revelou hoje a Procuradoria-Geral da República.

Ministério Público abre inquérito sobre destruição de anta numa herdade em Évora

Ministério Público abre inquérito sobre destruição de anta numa herdade em Évora

O Ministério Público abriu um inquérito sobre a destruição de uma anta numa herdade perto de Évora, alegadamente por causa da plantação de um amendoal intensivo, revelou hoje a Procuradoria-Geral da República.

O Ministério Público abriu um inquérito sobre a destruição de uma anta numa herdade perto de Évora, alegadamente por causa da plantação de um amendoal intensivo, revelou hoje a Procuradoria-Geral da República.

Questionada pela agência Lusa, a PGR confirmou a existência de um inquérito sobre a destruição da anta, o qual se encontra em investigação no Departamento de Investigação Ação Penal (DIAP) de Évora.

O inquérito não tem arguidos constituídos, acrescentou a PGR.

Localizada na área geográfica da Junta de Freguesia de Torre de Coelheiros, no concelho de Évora, a anta destruída, alegadamente devido à plantação de um amendoal, é uma das várias que estão referenciadas na Herdade do Vale da Moura.

No dia 24 de setembro, a diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, revelou à Lusa que este organismo já tinha apresentado uma queixa-crime no MP por causa da destruição desta anta.

“Estamos ainda a averiguar a extensão da destruição, mas aquilo que sabemos é que foi destruída uma anta que estava referenciada no Plano Diretor Municipal (PDM) de Évora” e no parecer da Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlen) sobre “património a salvaguardar naquela propriedade”, referiu então a responsável.

A Lusa questionou também a PGR sobre se foram apresentadas outras queixas-crime sobre situações idênticas, mas não obteve resposta.

A destruição do monumento foi denunciada, também no dia 24 de setembro, pelo Grupo Pró-Évora, uma associação de defesa do património da cidade, que manifestou a sua preocupação com o estado do monumento megalítico.

Segundo o Grupo Pró-Évora, “a destruição deste património arqueológico, de finais do período neolítico ou do calcolítico, ocorreu neste verão, apesar de os responsáveis pela plantação naquela propriedade (arrendada) estarem informados da sua existência”.

Na terça-feira, a diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, disse à Lusa que também tinha sido apresentada uma queixa-crime sobre a destruição de uma outra anta, no concelho de Mora, distrito de Évora, durante a plantação de um amendoal.

A destruição do monumento do concelho de Mora, situado na Herdade do Pardais, na freguesia de Cabeção, foi denunciada, na sexta-feira, em comunicado enviado à Lusa, pelo movimento de cidadãos Chão Nosso, que exigiu o reforço dos meios de fiscalização.

Na semana passada, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto de condenação pela destruição da anta situada na Herdade do Vale da Moura, em Évora, e desafiou o Governo a tomar medidas para preservar o património arqueológico do país.

Ainda sobre o assunto, o Bloco de Esquerda requereu a audição parlamentar da diretora regional da Cultura do Alentejo, o PS anunciou um projeto de resolução e o Pessoas-Animais-Natureza questionou o Governo sobre as circunstâncias em que ocorreu a destruição da anta no concelho de Évora.

 

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