Ministério do Ambiente indica que orla costeira perdeu 100 hectares em nove anos

A secretária de Estado do Território e da Conservação da Natureza revelou que a linha de costa perdeu 100 hectares nos últimos nove anos.

Ministério do Ambiente indica que orla costeira perdeu 100 hectares em nove anos

Ministério do Ambiente indica que orla costeira perdeu 100 hectares em nove anos

A secretária de Estado do Território e da Conservação da Natureza revelou que a linha de costa perdeu 100 hectares nos últimos nove anos.

Redação, 12 jun 2019 (Lusa) — A secretária de Estado do Território e da Conservação da Natureza revelou hoje que a linha de costa portuguesa perdeu 100 hectares nos últimos nove anos, uma conclusão do Programa de Monitorização da Faixa Costeira de Portugal (COSMO).

“O que o COSMO nos permite é perceber como está a evoluir a nossa linha de costa”, explicou Célia Costa em declarações à Lusa, adiantando que a faixa litoral portuguesa “perdeu 100 hectares” desde 2010.

O Programa COSMO é desenvolvido pela Agência Portuguesa do Ambiente e foi implementado em junho de 2018 e, um ano depois, deu hoje a conhecer alguns dos resultados obtidos através da recolha de informação sobre a evolução das praias, dunas, fundos submarinos e arribas.

Um dos exemplos mencionados pela governante foram as praias a sul da Cova-Gala, na Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, onde “se mediu um recuo na ordem dos 50 metros entre 2010 e fevereiro de 2019”.

O projeto também quantificou os impactos da tempestade Helena na Cova Gala, em fevereiro deste ano, onde a costa sofreu uma “erosão e perdas de 30 metros cúbicos por metro linear”.

A monitorização da orla costeira é feita através de fotografias aéreas e de trabalhos de topografia, o que permite ao Governo melhorar a sua ação “ao nível do planeamento, das ações de proteção e de gestão do dia-a-dia” no litoral português, mencionou a secretária de Estado.

Neste sentido, um dos maiores benefícios, de acordo com Célia Costa, é a possibilidade de se perceber a “batimetria dos 30”, ou seja, onde é necessária a alimentação artificial com areia.

“Conhecer essa curva do mar, onde temos essa profundidade e como joga ao longo da nossa costa é fundamental para perceber qual é o resultado das intervenções que temos programadas, que são os chamados ‘shots’ de areia, intervenções em determinadas zonas em que se pretende lançar um conjunto de metros cúbicos de areia e a partir daí perceber onde ficou depositada”, explicou.

O troço costeiro entre São Jacinto e a Costa Nova, em Aveiro, é um dos locais onde será necessária esta alimentação artificial, segundo uma apresentação fornecida pelo Ministério do Ambiente.

De acordo com o mesmo documento, o COSMO está também a efetuar um estudo sobre a batimetria entre Barra do Tejo, em Lisboa, e a Costa de Caparica, em Almada, no distrito de Setúbal, contribuindo para “otimizar estratégias de intervenção futura”.

Desde 11 de maio, também está disponível a plataforma COSMonline (https://cosmo.apambiente.pt/), onde se pode verificar o que está a acontecer na linha de costa, o que, na visão da governante é “fundamental”, por permitir a consulta de todos os cidadãos que tenham esse interesse.

O Programa COSMO envolve um investimento global de 3,6 milhões de euros e conta com o apoio comunitário do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), até 2021.

Neste sentido, Célia Costa advertiu que é preciso “assumir o compromisso de dar continuidade” a este projeto de acompanhamento da orla costeira, até porque “a realidade é muito mais rica do que o que se pode prever” e a monitorização permite “fazer a revisão e adaptação dos instrumentos de trabalho”.

DYBS // JPF

By Impala News / Lusa

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