Ministério da Saúde cria nova Comissão Nacional de Trauma

A criação de uma via verde do trauma na prestação de cuidados de saúde pré e intra-hospitalar é uma das novas competências da renovada Comissão Nacional de Trauma, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.

Ministério da Saúde cria nova Comissão Nacional de Trauma

Ministério da Saúde cria nova Comissão Nacional de Trauma

A criação de uma via verde do trauma na prestação de cuidados de saúde pré e intra-hospitalar é uma das novas competências da renovada Comissão Nacional de Trauma, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.

O despacho do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, renova a constituída Comissão Nacional de Trauma, que passa ser integrada por representantes dos diversos organismos do Ministério da Saúde com atribuições no domínio da saúde e da gestão dos meios “especialmente relevantes para a coordenação respeitante ao trauma”.

Além de garantir a implementação da via verde do trauma, esta comissão vai propor o modelo de funcionamento e articulação dos agentes participantes na rede, identificar e fomentar a divulgação e implementação de normas de boa prática e avaliar as necessidades em matéria de equipamentos e infraestruturas nos serviços de urgência integrados na rede hospitalar de urgência e emergência.

O despacho estabelece também que a comissão proponha a criação do Registo Nacional de Trauma nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e meios de emergência médica pré-hospitalar e na rede hospitalar de urgência e emergência, e consequente vigilância epidemiológica do trauma em Portugal, em articulação com o INEM, Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A Comissão Nacional de Trauma, que até 31 de março deve apresentar um plano de atividades para o ano de 2021, tem também como competências promover a indicação de coordenadores locais de trauma, de cada instituição da rede hospitalar com serviço de urgência médico-cirúrgico e polivalente, avaliar os mecanismos de gestão e reserva de produtos sanguíneos relevantes neste contexto e identificar a pertinência de constituição de uma componente específica no âmbito da Reserva Estratégica do Medicamento.

Segundo o despacho, a comissão deve ainda valorizar a relevância da problemática da violência doméstica, ponderar a possibilidade da criação de um percurso clínico para a melhor identificação e sistematização da gestão clínica da situação do doente geriátrico com fratura proximal do fémur, em colaboração com a DGS e o INSA.

A comissão, que tem um mandato de dois anos, funciona na dependência direta do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde e os seus membros não recebem qualquer remuneração.

A Comissão Nacional de Trauma foi criada em 2017 e integrou representantes dos diversos organismos do Ministério da Saúde que, em estreita articulação com entidades do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Defesa Nacional, “procuraram valorizar uma perspetiva multidisciplinar dos desafios e a gestão integrada do doente vítima de trauma”.

O despacho refere que esta articulação “motivou o trabalho conjunto com diversas ordens profissionais e uma grande multiplicidade de sociedades científicas nacionais, assim como a colaboração de entidades britânicas e alemãs de referência internacional”.

“Presentemente, reconhecendo a necessidade de continuidade do investimento numa melhor organização multiprofissional e multidisciplinar ao longo da cadeia de socorro, tratamento e reabilitação, intercetando as fases pré-hospitalar, intra-hospitalar e inter-hospitalar, procede-se à definição de um conjunto de medidas com o objetivo de implementar e acompanhar o tratamento do doente traumatizado”, sublinha o despacho, assinado por António Lacerda Sales.

De acordo com o secretário de Estado, as ações mencionadas procuram promover uma abordagem do doente, “mais eficiente, através da interoperabilidade funcional e técnica, ao nível do circuito de encaminhamento e do percurso clínico a observar, das normas assistenciais a respeitar e dos processos de recolha e tratamento de dados”.

 

 

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