Menino agredido em creche não volta à escola. Mãe vai pedir transferência

Carina recusa-se a levar o filho agredido à escola. “Quando voltar à escola já é para outra, ali não coloca mais os pés”, conta-nos.

Menino agredido em creche não volta à escola. Mãe vai pedir transferência

Carina recusa-se a levar o filho agredido à escola. “Quando voltar à escola já é para outra, ali não coloca mais os pés”, conta-nos.

Na quinta-feira, dia 13 de fevereiro, Carina, mãe de Diego, recorreu às redes sociais para expôr as marcas de agressões no corpo do filho, após chegar a casa do Jardim de Infância do Outeiro, em Vila Nova de Gaia.

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O caso gerou revolta e comoção nas redes sociais e esta mãe foi contactada para comparecer na sexta-feira, às 19h30, numa reunião com o Departamento de Escolas de Gaia. Dali, diz que nada ficou resolvido e que foi criticada por “ter exposto o caso na imprensa”.

Agora, Carina recusa-se a levar o filho à escola.

“Quando voltar à escola já é para outra, ali não coloca mais os pés”, conta-nos.

A Diego, que tem três anos, foi-lhe dito que está de férias e permanece em casa com familiares até a situação estar resolvida.

 

Diego terá sido agredido por colega

Diego tem três anos e o alegado agressor também. Segundo a mãe, terá sido a segunda vez que o filho é agredido pelo mesmo colega e a solução apresentada pelo Jardim de Infância do Outeiro, em Vila Nova de Gaia, terá sido remeter a vítima para uma espécie de isolamento. Da primeira vez, o menino chegou a casa com o pénis marcado. Na foto que nos foi enviada pela mãe, mas que o nosso site escolheu não publicar, é possível ver a genitália da criança negra e com marcas.

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Os problemas com o pequeno Diego, porém, começaram logo em outubro, um mês depois do início do período escolar, em setembro. Diego usa óculos desde que tem um ano e, segundo a mãe, adaptou-se “tão bem que nunca necessitou de usar fitas”. Quando começou a frequentar o Jardim de Infância do Outeiro, os colegas importunavam-no, “tirando-lhe os óculos”. A professora disse que era normal naquelas idades e aconselhou a mãe a comprar fitas para os óculos da criança.

O caso foi piorando até que na quinta-feira, dia 13, o menino chegou a casa com cortes na cara e na boca, como mostram as fotos na galeria. Carina dirigiu-se às urgências e foi aconselhada a colocar Diego no psicólogo. Desde há uns meses que Diego “não dorme bem e faz xixi pelas pernas todos os dias”, revela a mãe.

Ainda na quinta-feira, dia das agressões, a mãe do menino falou finalmente com a professora, após várias tentativas falhadas. A docente afirmou que as agressões tiveram lugar ao seu lado, mas que não percebeu como aconteceu. Carina deslocou-se à escola esta manhã, dia 14, para falar com a professora. Foi-lhe dito que esta não estava.

A mãe da criança alegadamente agressora falou com Carina pelas redes sociais, porque a professora não quis facultar o contacto da outra mãe. Esta terá pedido desculpa pelo sucedido. “Ligou-me a chorar e a pedir desculpas”, conta-nos.

Na sequência destes acontecimentos, Carina foi contactada para comparecer na sexta-feira, às 19h30, numa reunião com o Departamento de Escolas de Gaia. Dali, diz que nada ficou resolvido e que foi criticada por “ter exposto o caso na imprensa”.

Texto: Marta Amorim | Fotos: DR

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