Problemas com menino 3 anos agredido em creche começaram em outubro

Mãe de menino agredido em creche conta-nos que tudo começou em Outubro, com os óculos de ver. A partir daí, piorou

Problemas com menino 3 anos agredido em creche começaram em outubro

Mãe de menino agredido em creche conta-nos que tudo começou em Outubro, com os óculos de ver. A partir daí, piorou

O caso foi exposto pela mãe do menino nas redes sociais. Em desespero, Carina recorreu ao Instagram para mostrar as fotos das marcas no corpo do filho, depois de já ter alertado a creche que o menino frequenta.

Diego tem três anos e o alegado agressor também. Segundo a mãe, terá sido a segunda vez que o filho é agredido pelo mesmo colega e a solução apresentada pelo Jardim de Infância do Outeiro, em Vila Nova de Gaia, terá sido remeter a vítima para uma espécie de isolamento. Da primeira vez, o menino chegou a casa com o pénis marcado. Na foto que nos foi enviada pela mãe, mas que o nosso site escolheu não publicar, é possível ver a genitália da criança negra e com marcas.

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Os problemas com o pequeno Diego, porém, começaram logo em outubro, um mês depois do início do período escolar, em setembro. Diego usa óculos desde que tem um ano e, segundo a mãe, adaptou-se “tão bem que nunca necessitou de usar fitas”. Quando começou a frequentar o Jardim de Infância do Outeiro, os colegas importunavam-no, “tirando-lhe os óculos”. A professora disse que era normal naquelas idades e aconselhou a mãe a comprar fitas para os óculos da criança.

O caso foi piorando até que esta quinta-feira, dia 13, o menino chegou a casa com cortes na cara e na boca, como mostram as fotos na galeria. Carina dirigiu-se às urgências e foi aconselhada a colocar Diego no psicólogo. Desde há uns meses que Diego “não dorme bem e faz xixi pelas pernas todos os dias”, revela a mãe.

Mãe da criança dirigiu-se à creche esta manhã

Ainda esta quinta-feira, 13 de fevereiro, dia das agressões, a mãe do menino falou finalmente com a professora, após várias tentativas falhadas. A docente afirmou que as agressões tiveram lugar ao seu lado, mas que não percebeu como aconteceu. Carina deslocou-se à escola esta manhã, dia 14, para falar com a professora. Foi-lhe dito que esta não estava.

“Hoje de manhã, na viagem até à escola, o Diego disse que não queria ir. Só quando lhe perguntei em frente a uma funcionária é que ele disse que sim”, conta-nos esta mãe, alegando que o filho tem medo.

A mãe da criança alegadamente agressora falou com Carina pelas redes sociais, porque a professora não quis facultar o contacto da outra mãe. Esta terá pedido desculpa pelo sucedido. “Ligou-me a chorar e a pedir desculpas”, conta-nos.

Na sequência destes acontecimentos, Carina foi contactada para comparecer esta sexta-feira, às 19h30, numa reunião com o Departamento de Escolas de Gaia. Depois de ter exposto o caso nas redes sociais, afirma ao nosso site que tem recebido “mensagens de outros pais com relatos semelhantes” em relação à professora em questão.

Texto: Marta Amorim | Fotos: DR

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