Melhor restaurante da Ásia é de Singapura, Macau tem dois nos 50 primeiros

Odette, em Singapura, do ‘chef’ francês Julien Royer, foi hoje eleito o melhor restaurante da Ásia, num ‘ranking’ de 50 dominado pelo Japão e no qual Macau, anfitrião da cerimónia, conquistou dois lugares.

Melhor restaurante da Ásia é de Singapura, Macau tem dois nos 50 primeiros

Melhor restaurante da Ásia é de Singapura, Macau tem dois nos 50 primeiros

Odette, em Singapura, do ‘chef’ francês Julien Royer, foi hoje eleito o melhor restaurante da Ásia, num ‘ranking’ de 50 dominado pelo Japão e no qual Macau, anfitrião da cerimónia, conquistou dois lugares.

Odette é o primeiro restaurante de Singapura a receber a distinção e, ao mesmo tempo, o responsável por destronar o Gaggan, restaurante indiano em Banguecoque, que há quatro anos consecutivos liderava o ‘ranking’ e este ano ficou em segundo lugar.

Localizado na Galeria Nacional de Singapura, Odette combina traços de cozinha moderna francesa, mas é também marcado pela inspiração asiática.

A influência portuguesa está mais presente “na carta de vinhos do que propriamente na comida”, sobretudo no “belíssimo vinho da Madeira”, disse à agência Lusa o ‘chef’ francês Julien Royer, para quem a vitória foi “inesperada”.

Pelo secundo ano consecutivo, a lista dos “50 melhores restaurantes da Ásia” foi anunciada em Macau, numa cerimónia realizada esta noite no casino Wynn Palace.

Macau conquistou, este ano, mais um lugar na lista, depois de no ano passado o restaurante Jade Dragon ter obtido o 35.º lugar.

Além de este último ter subido oito posições (27.º), aproximando-se da primeira metade da tabela, o restaurante Wing Lei Palace entrou para o ‘ranking’, figurando no 36.º posto. Ambos os restaurantes se dedicam à gastronomia cantonense.

O Japão voltou a ser protagonista, desta feita com 12 restaurantes na lista, incluindo um a garantir o ‘pódio’: Den, de Tóquio, em terceiro lugar.

Houve ainda dez restaurantes a estrearem-se na lista – incluindo Gaa (Banguecoque), da ‘chef’ Garima Arora, que ‘voou’ para o 16.º lugar, – e a Malásia ficou pela primeira vez representada entre os 50 primeiros.

Na abertura da cerimónia desta noite, a diretora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes, ressaltou a importância de Macau ter sido, pelo segundo ano consecutivo, palco de um evento desta dimensão.

No ano em que a cidade é anfitriã pela última vez da iniciativa, que ruma agora para Singapura, a responsável sublinhou que “receber os melhores ‘chefs’ da Ásia” ajudou Macau a afirmar-se como cidade criativa da UNESCO na área da Gastronomia, setor em que tem apostado no âmbito da diversificação económica.

Macau entrou para a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) na área da Gastronomia em 31 de outubro de 2017, tornando-se na terceira cidade na China, a seguir a Chengdu e Shunde, a conquistar tal feito.

Após o reconhecimento, foi lançado no início de 2018 o “Ano da Gastronomia de Macau”, uma iniciativa inserida num plano a quatro anos para “forjar uma Cidade Criativa”, à ‘boleia’ da designação recém-atribuída.

Em fevereiro deste ano, 24 restaurantes de Macau foram premiados pelo Guia de Viagens da Forbes 2019, que atribuiu a pontuação máxima de cinco estrelas a 16 destes espaços nos ‘resorts integrados’.

Em dezembro do ano passado, 19 restaurantes de Macau foram galardoados – três dos quais com a distinção máxima (três estrelas) – na edição de 2019 do Guia Michelin Hong Kong-Macau, que apresentou a 11.ª edição no território.

FST (MIM) // JH

By Impala News / Lusa

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