Maria Velho da Costa morre aos 81 anos deixando «obra invulgar e memorável»

O Presidente da República lamentou hoje a morte da escritora Maria Velho da Costa, no sábado, aos 81 anos, que recordou como a autora de uma «obra invulgar e memorável».

Maria Velho da Costa morre aos 81 anos deixando «obra invulgar e memorável»

Maria Velho da Costa morre aos 81 anos deixando «obra invulgar e memorável»

O Presidente da República lamentou hoje a morte da escritora Maria Velho da Costa, no sábado, aos 81 anos, que recordou como a autora de uma «obra invulgar e memorável».

Num comunicado publicado na página de internet da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa prestou «homenagem a uma obra invulgar e memorável», apresentando condolências à família de Maria Velho da Costa, que morreu de forma súbita em casa, em Lisboa, neste sábado, 23 de maio. «Maria Velho da Costa marcou, a vários títulos, o seu tempo, o nosso tempo», disse o Presidente, enaltecendo o papel no antigo regime, quando sofreu a perseguição judicial e política às Novas Cartas Portuguesas, de que foi coautora, um caso que desencadeou um movimento intelectual de solidariedade em vários países ocidentais.

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«Maria Velho da Costa era uma ficcionista com aguda consciência»

À época, a escritora já tinha publicado o romance Maina Mendes, a que se seguiriam Casas Pardas, Lucialima, Missa in Albis e Myra, obra romanesca notável que lhe valeu diversas distinções, entre os quais o Prémio Camões, bem como os elogios da crítica e a admiração dos pares. «Poucos ficcionistas portugueses contemporâneos escreveram livros tão cultos e inventivos, tão exigentes e insubmissos. Maria Velho da Costa era uma ficcionista com aguda consciência de não-ficção, da poesia, do cinema», considerou o Presidente, destacando a autora como uma escritora «muito atenta à dominação das mulheres e a outros mecanismos ancestrais», e de «grande consciência ideológica e crítica».

Professora em Portugal e no Reino Unido

Marcelo destacou ainda o trabalho de Maria Velho da Costa como professora em Portugal, e mais tarde no Reino Unido, e as funções públicas na Secretaria de Estado da Cultura, na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e no Instituto Camões.

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