Marés Vivas: Festivaleiros assumem saudades de ver “povo feliz e livre”

O Festival Marés Vivas regressou hoje a Vila Nova de Gaia, após dois anos de interregno devido à covid-19, para alegria dos festivaleiros que confessaram à Lusa “muitas saudades de ver o povo feliz e livre”, e sem “receio algum” de ajuntamentos.

Marés Vivas: Festivaleiros assumem saudades de ver

Marés Vivas: Festivaleiros assumem saudades de ver “povo feliz e livre”

O Festival Marés Vivas regressou hoje a Vila Nova de Gaia, após dois anos de interregno devido à covid-19, para alegria dos festivaleiros que confessaram à Lusa “muitas saudades de ver o povo feliz e livre”, e sem “receio algum” de ajuntamentos.

Naquela que é a primeira de três noites de festival, para as quais os bilhetes já esgotaram há algum tempo, as pessoas vêm atraídas pelo sentimento de regresso à normalidade e para assistirem ao concerto do “ídolo dos anos 80”, o cantor Bryan Adams, que se estreia hoje no festival, no palco principal MEO Marés Vivas.

Acompanhado da mulher e das duas filhas, Décio Oliveira contou que costuma vir ao festival de que gosta muito e de que sentiu muitas saudades, nestes últimos dois anos.

“Este é um sítio onde gostamos de estar, um festival ao qual vimos há muitos anos e do qual sentimos muita falta”, comentou.

A viver em Gaia, Décio Oliveira adiantou que o Marés Vivas é o primeiro festival ao qual vai este ano e, apesar da grande maioria andar sem máscara, não sente qualquer receio.

“Estamos todos vacinados, é o que tiver de ser, não tenho nenhum receio”, afirmou.

Esta noite, a família de Décio vem ver um “grande cantor”, referindo-se a Bryan Adams de quem, assumiu, todos gostam muito.

O cantor canadiano foi igualmente o atrativo de Paula Sousa, de Gondomar, no distrito do Porto, para vir ao festival, confessando que também vem para assistir ao concerto dos James.

Sobre o facto de estar entre a multidão, numa altura em que o uso de máscara não é obrigatório, Paula Sousa confessou não sentir qualquer desconforto.

“O que tiver de acontecer acontece, também já tivemos covid-19, se tiver de acontecer outra vez, olhe…”, adiantou.

Com o mesmo sentimento, Nazaré Ferreira, que se faz acompanhar do irmão, cunhada e sobrinha, afirmou não ter qualquer receio, e de estar com imensas saudades de ver o “povo feliz e livre”.

Além disso, Nazaré, que se estreia num festival e que veio de Penafiel de propósito para ver o seu “ídolo dos anos 80”, Bryan Adams, referiu mesmo estar com saudades de estar no meio de multidões.

“Gosto de ver o povo feliz e livre, nós já estamos vacinados e, por isso, não podemos estar sempre a temer estar com pessoas, senão não vivemos”, sustentou.

Contrariando este sentimento, a Lusa encontrou dois amigos, vindos de Aveiro, que assumiram algum receio, sentimento do qual estão a tentar livrar-se ao vir, pela primeira vez este ano, a um evento onde multidão é a palavra de ordem.

Quais festivaleiros, com lenços ao pescoço e copo na mão, Vítor Cajeira e António Rato revelaram que o desejo de ouvir música e conviver falou mais alto.

Além disso, o facto de Bryan Adams ser o cabeça de cartaz deste primeiro dia foi um grande atrativo.

Outro dos reparos feitos pelos amigos foi o novo recinto, que este ano se localiza no antigo parque de campismo da Madalena e não na antiga seca do bacalhau, ambos em Gaia, que consideram muito agradável.

“É um lugar agradável, tem zonas bem divididas e um bom aproveitamento do espaço, portanto, nota positiva para este novo local”, sublinhou.

Ao longo dos três dias vão passar pelos cinco palcos do MEO Marés Vivas mais de 35 bandas e artistas nacionais e internacionais.

Hoje, Bryan Adams, assim como James, fazem as honras de abertura e, no sábado e domingo, as atuações cabem a Maluma, Anitta, Diogo Piçarra, Maro e Dino D´Santiago.

SVF // MAG

By Impala News / Lusa

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