Marchas Populares voltam à Avenida da Liberdade dois anos após cancelamento

As marchas voltam hoje a descer a Avenida da Liberdade, após o cancelamento das festas de Lisboa devido à pandemia nos últimos dois anos, e os casamentos de Santo António voltam a unir casais na véspera do feriado municipal.

Marchas Populares voltam à Avenida da Liberdade dois anos após cancelamento

Marchas Populares voltam à Avenida da Liberdade dois anos após cancelamento

As marchas voltam hoje a descer a Avenida da Liberdade, após o cancelamento das festas de Lisboa devido à pandemia nos últimos dois anos, e os casamentos de Santo António voltam a unir casais na véspera do feriado municipal.

Com centenas de participantes, as marchas populares contam este ano com 20 grupos: Mouraria, Castelo, Carnide, Bela Flor — Campolide, Bairro Alto, Bairro da Boavista, Penha de França, Lumiar, Belém, Baixa, Madragoa, Campo de Ourique, Alcântara, Alfama, Ajuda, Marvila, Bica, São Vicente, Olivais e Alto do Pina — vencedora do ultimo concurso em 2019.

Este ano pela primeira vez, a marcha infantil das Escolas de Lisboa também irá descer a Avenida, além da marcha infantil “A Voz do Operário” e as marchas dos Mercados e da Santa Casa que também vão desfilar extraconcurso, enquanto a marcha de Vale de Açor participará enquanto convidada.

Uma tradição com várias décadas, o concurso da Grande Marcha de Lisboa escolhe uma composição — música e letra — para ser apresentada por todos os participantes das marchas.

‘Amália é Lisboa’ venceu o concurso de 2020, ano do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, mas a pandemia de covid-19 impediu que fosse interpretada, voltando este ano a ser cantada por todos.

Durante a manhã, 16 casais lisboetas vão contrair matrimónio nos Casamentos de Santo António, evento organizado pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), numa cerimónia civil a realizar nos Paços do Concelho, seguindo-se a religiosa na Sé de Lisboa, além da celebração dos Casais de Ouro que se juntaram em 1972.

Já à noite, são esperados milhares de visitantes ao centro da cidade de Lisboa — para celebrar o santo padroeiro da capital –, espalhados pelos diversos arraiais, com muita animação, sardinha assada e música popular

O Metropolitano de Lisboa não deverá prolongar o horário de funcionamento, ao contrário do que aconteceu antes da pandemia, devido à greve ao trabalho suplementar e eventos especiais no mês de junho, porque a proposta apresentada pela empresa aos sindicatos é considerada “muito insuficiente”.

Por seu turno, a Carris indicou à Lusa que irá reforçar o serviço na noite de hoje, incluindo a rede da madrugada, tendo em conta as festas populares e a véspera do feriado de Santo António.

A PSP também vai destacar mais agentes para reforçar as ruas de Lisboa com equipas de prevenção e visibilidade, além de ter alertado para condicionamentos e cortes de trânsito pontuais.

O trânsito na Avenida da Liberdade estará encerrado a partir das 18:00.

As festas de Lisboa começaram no dia 28 de maio, com um concerto de Tito Paris, homenageando os 40 anos de carreira do artista, e terminam no dia 30 junho, na Praça do Comércio com o concerto “Cheira a Lisboa”, numa homenagem aos 100 anos do Parque Mayer, o berço das Marchas Populares.

RCP // VAM

By Impala News / Lusa

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