Marcha do orgulho gay em Telavive reúne milhares de pessoas

Dezenas de milhares de pessoas concentraram-se hoje em Telavive, Israel, para participar na marcha do orgulho gay, naquela que é, segundo frisaram os organizadores, a primeira grande manifestação no país desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Marcha do orgulho gay em Telavive reúne milhares de pessoas

Marcha do orgulho gay em Telavive reúne milhares de pessoas

Dezenas de milhares de pessoas concentraram-se hoje em Telavive, Israel, para participar na marcha do orgulho gay, naquela que é, segundo frisaram os organizadores, a primeira grande manifestação no país desde o início da pandemia do novo coronavírus.

“Sinto-me muito feliz”, afirmou, em declarações à agência France-Presse (AFP), um participante, identificado como Mai Truman, que viajou de Rehovot, nos subúrbios de Telavive, para “desfrutar” da marcha e apoiar a comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Intersexuais).

“Temos a impressão de que não existe mais corona”, acrescentou o manifestante.

Organizada junto do passeio marítimo de Telavive, a marcha reuniu muitas pessoas que transportavam bandeiras com um arco-íris (que se tornou símbolo do orgulho gay), mas poucas com máscaras de proteção individual, segundo constatou a AFP no local.

A iniciativa acontece poucas horas depois de o Ministério da Saúde israelita ter anunciado que voltava a ser obrigatório o uso de máscara em recintos públicos fechados, devido ao aumento verificado nos últimos dias de novos casos da doença covid-19 naquele país.

Apesar de a marcha ser realizada ao ar livre, as autoridades israelitas também aconselharam os participantes a usarem máscara.

Nos últimos dias, Israel tem vindo a registar um aumento progressivo de novos contágios (na quinta-feira foram 227), situação que não era registada há vários meses e que está a ser associada à entrada no país da variante Delta do SARS-Cov-2, inicialmente detetada na Índia e caracterizada como mais resistente e mais transmissível.

Muitos dos infetados com a nova variante são pessoas que já estavam vacinadas contra a covid-19, o que está a fazer soar os alarmes no país, que se tornou nos primeiros meses do ano um dos líderes mundiais da vacinação contra a doença.

No país, que conta com uma população na ordem dos nove milhões de habitantes, mais de cinco milhões de pessoas foram vacinadas e a pandemia parecia estar controlada.

A marcha do orgulho gay em Telavive é “uma tradição antiga, centrada numa mensagem de igualdade, tolerância, direitos humanos e civis”, afirmou o presidente da Câmara daquela cidade israelita, Ron Huldai.

As autoridades israelitas destacam este tipo de evento como uma forma de promover a imagem de um país que respeita as diferenças, numa região (Médio Oriente) particularmente conservadora em relação à homossexualidade, encarada como tabu, e até proibida, em certos países.

A marcha, que teve a sua primeira edição em Telavive em 1998, também ajuda a estimular o turismo local.

Em 2015, uma marcha do orgulho gay em Jerusalém ficou marcada pelo assassínio de uma adolescente por um judeu ultraortodoxo.

Segundo os organizadores, a marcha de hoje, que se prolonga até ao final do dia, é “a maior manifestação deste género desde o início da pandemia de covid-19”.

O evento, que foi cancelado no ano passado por causa da crise pandémica, reuniu cerca de 250 mil pessoas em 2019, segundo a autarquia de Telavive.

Este ano, a participação na marcha deve ficar abaixo de tais números, uma vez que Israel ainda permanece praticamente fechado para os turistas estrangeiros.

SCA // FPA

By Impala News / Lusa

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