Manuais escolares em Angola vão ter “harmonização da terminologia gramatical” — ministra

A ministra da Educação angolana anunciou hoje que manuais escolares para o próximo ano letivo, que se inicia em setembro, vão contar com a “harmonização da terminologia gramatical” e estão já a ser formados professores de língua portuguesa.

Manuais escolares em Angola vão ter

Manuais escolares em Angola vão ter “harmonização da terminologia gramatical” — ministra

A ministra da Educação angolana anunciou hoje que manuais escolares para o próximo ano letivo, que se inicia em setembro, vão contar com a “harmonização da terminologia gramatical” e estão já a ser formados professores de língua portuguesa.

Segundo Luísa Grilo, que discursava na cerimónia solene em comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, em Luanda, a revisão dos manuais escolares, para alunos e professores, constitui um “desafio para os docentes” que estão já a ser formados.

A governante angolana acrescentou que está em curso a implementação do primeiro Plano Nacional de Leitura e o mesmo contempla também autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A este propósito, sublinhou, “dada a mobilidade dos cidadãos dos Estados-membros, não seria de mais se fossem definidos os autores indispensáveis ao conhecimento comum dos alunos da nossa comunidade”.

“Porquanto, este objetivo permitiria o conhecimento do outro com vista ao estreitar dos laços entre povos irmãos, entretanto a nossa preocupação no quadro do processo de ensino e aprendizagem estende-se também aos resultados qualitativos”, afirmou Luísa Grilo.

Exames nacionais piloto nas disciplinas de matemática e língua portuguesa serão realizados no próximo ano escolar em Angola, visando aferir o “estado da situação” da aprendizagem a fim de se encontrar “solução para as necessidades que vieram a ser identificadas”.

O ato alusivo ao Dia Mundial da Língua Portuguesa decorreu na sede do Ministério das Relações Exteriores de Angola, centro de Luanda, e foi presidido pelo titular da pasta ministerial Téte António.

Para Luísa Grilo, a globalização exige “um nível de organização maior” para que se possa “contextualizar os vários fenómenos linguísticos decorrentes do processo de comunicação”.

“E antes que estes fenómenos sejam didatizados é importante que os registos de casos sejam estudados ao pormenor”, realçou.

A língua portuguesa “continuará o seu percurso como língua viva, não apenas pelo número de falantes, mas também pelo número e pela qualidade de escritores que a comunidade possui”, assinalou.

A cerimónia, que marca igualmente a abertura da “Semana da Língua Portuguesa”, em Luanda, contou com as presenças do secretário-executivo da CPLP, Zacarias da Costa, dos ministros da Cultura e Turismo da CPLP, de diplomatas e académicos.

“Deixamos manifestada a nossa vontade de manter a realização da ‘Semana da Língua Portuguesa’ como um momento de intercâmbio entre especialistas da nossa comunidade, com o fim de rentabilizarmos sinergias para continuarmos a elevar o nosso bem imaterial comum, que é a língua portuguesa”, rematou Luísa Grilo.

DYAS // LFS

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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