Mais de 300 portugueses em programa de educação alimentar reduziram consumo de sal

Mais de 300 portugueses participaram durante 12 semanas num programa de educação alimentar e no final reduziram o consumo de sal e aumentaram o consumo de legumes, fruta, peixe e frutos secos, segundo dados hoje divulgados.

Mais de 300 portugueses em programa de educação alimentar reduziram consumo de sal

Mais de 300 portugueses em programa de educação alimentar reduziram consumo de sal

Mais de 300 portugueses participaram durante 12 semanas num programa de educação alimentar e no final reduziram o consumo de sal e aumentaram o consumo de legumes, fruta, peixe e frutos secos, segundo dados hoje divulgados.

Mais de 300 portugueses participaram durante 12 semanas num programa de educação alimentar e no final reduziram o consumo de sal e aumentaram o consumo de legumes, fruta, peixe e frutos secos, segundo dados hoje divulgados.

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O Programa Menos Sal Portugal foi lançado no início do ano com o objetivo de sensibilizar os portugueses para a redução do consumo de sal e envolveu um estudo com 311 voluntários que foram acompanhados durante quatro meses por profissionais de saúde e por nutricionistas que os aconselhavam na hora de ir às compras no supermercado.

“Em 12 semanas encontrámos uma melhoria do consumo de sal, da pressão arterial e em alguns grupos, como por exemplo nas mulheres mais obesas houve mesmo uma redução mais significativa do perímetro abdominal”, disse à agência Lusa Jorge Polónia, um dos coordenadores do estudo juntamente com a investigadora Conceição Calhau, professora da Nova Medical School.

Segundo o professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o “ReEducar” é o primeiro estudo populacional realizado em Portugal de alteração de hábitos alimentares com monitorização rigorosa do consumo de sal e potássio e as suas consequências diretas na saúde.

Ingestão de sal em Portugal é muito acima do recomendado pela OMS

A ingestão de sal é em Portugal muito elevada (10,7 gramas por dia), muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (5,8), disse o coordenador do estudo divulgado hoje, Dia Mundial da Alimentação. Promovido pela CUF e pelo Pingo Doce, o estudo visou alterar padrões alimentares e avaliar a evolução do consumo sal, do potássio e a pressão arterial.

Os resultados revelaram um aumento do consumo de vegetais, legumes, hortaliças, leguminosas, fruta, peixe e frutos secos, um reforço das práticas de culinária saudável e uma diminuição do consumo de produtos processados, adiantou Jorge Polónia.

Observou-se também uma “redução importante” na ingestão de sal de cerca de 0,6 gramas por dia no grupo com maior consumo (10,3 gramas diárias). O consumo médio da população em estudo era de 9,17 gramas diárias. Esta diminuição foi acompanhada de um aumento da ingestão de potássio e de uma redução da pressão arterial em toda a população na ordem dos dois milímetros de mercúrio.

“Isto pode parecer muito pouco, mas os estudos internacionais dizem que dois milímetros de mercúrio mantidos ao longo do tempo correspondem a uma redução de cerca de 10% da mortalidade por acidente vascular cerebral [AVC]”, uma das causas mais frequente de morte em Portugal, sublinhou Jorge Polónia.

Redução irá traduzir-se do ponto de vista populacional

Se esta redução for mantida no tempo irá traduzir-se do ponto de vista populacional num ganho significativo e apenas com mudanças de hábitos alimentares, vincou. Na população com pressão arterial normal/alta ou com hipertensão arterial essa diminuição foi de nove milímetros de mercúrio de pressão máxima e de cinco milímetros de mercúrio de pressão mínima.

O investigador sublinhou que este benefício “pode ter repercussões muito grandes em termos de redução de risco” e em alguns doentes pode mesmo “protelar o início da terapêutica ou pelo menos melhorar muito o efeito dos medicamentos com os quais já estão a ser tratados”.

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