Macau investe 3,9 ME para revitalizar património histórico naval do sul da China

Macau anunciou hoje que vai investir 42 milhões de patacas na revitalização dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun, considerados pelas autoridades “um dos maiores legados do património industrial da construção naval do sul da China”.

Macau investe 3,9 ME para revitalizar património histórico naval do sul da China

Macau investe 3,9 ME para revitalizar património histórico naval do sul da China

Macau anunciou hoje que vai investir 42 milhões de patacas na revitalização dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun, considerados pelas autoridades “um dos maiores legados do património industrial da construção naval do sul da China”.

A intervenção no espaço em Coloane, que tem uma zona de proteção de mais de 18 mil metros quadrados, contempla zonas de restauração, atividades ao ar livre e de exposições, bem como para acolher eventos ligados às indústrias culturais e criativas do território.

A presidente do Instituto Cultural não disse para quando estava previsto o início da intervenção, mas indicou que o investimento será de cerca de 42 milhões de patacas (4,9 milhões de euros), citada pela TDM – Rádio Macau.

Construídos a partir da década de 1950, os estaleiros “apresentam técnicas e métodos relacionados com a construção naval no final do século XX, revelando igualmente a organização e o modo de vida da comunidade da vila de Lai Chi Vun”, de acordo com as autoridades.

O mau estado de conservação e “risco para a segurança pública” daquele espaço parcialmente devoluto exigia uma ação urgente, segundo as autoridades, que procederam à sua classificação.

Atualmente, existem 12 estaleiros em Lai Chi Vun, de onde o último barco saiu há mais de uma década.

Dois foram demolidos, em março de 2017, por “razões de segurança”, e um outro ficou destruído em agosto do mesmo ano durante a passagem de um tufão.

Hoje também, o Conselho do Património Cultural anunciou alterações ao projeto de um dos edifícios contestados por obstruírem o corredor visual do Farol da Guia, património que marca a influência portuguesa no território.

As autoridades anunciaram que “os proprietários introduziram alterações ao projeto do edifício (…) que poderão contribuir visualmente para efeitos de transparência e redução da volumetria, satisfazendo assim as exigências da (…) UNESCO”.

A construção destes e de outros edifícios já tinham motivado uma queixa à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por parte do Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia.

A associação defendia que a altura do edifício inacabado na Calçada do Gaio devia “ser reduzida para 52,5 metros, (…) um compromisso assumido pelos governos da China e da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] com a comunidade internacional e os cidadãos”.

JMC // VM

By Impala News / Lusa

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