Lucros da Semapa caíram 41,4% para 90,9 ME até setembro

A Semapa registou lucros de 90,9 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, uma redução de 41,4% em termos homólogos, adiantou hoje o grupo em comunicado.

Lucros da Semapa caíram 41,4% para 90,9 ME até setembro

Lucros da Semapa caíram 41,4% para 90,9 ME até setembro

A Semapa registou lucros de 90,9 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, uma redução de 41,4% em termos homólogos, adiantou hoje o grupo em comunicado.

No que diz respeito aos resultados líquidos atribuíveis a acionistas, a empresa, que detém a Navigator (pasta e papel), a Secil (cimento e construção) e a ETSA (ambiente), contabilizou uma queda de 35,1%, atingindo os 72,8 milhões de euros, lê-se na mesma nota.

Este desempenho deveu-se não só à redução do EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização), “como também por efeitos cambiais negativos na Secil (real brasileiro), refletidos nos resultados financeiros, e positivamente influenciado pela função fiscal”, explicou o grupo.

Assim, o EBITDA da Semapa registou um decréscimo, entre janeiro e setembro, de 16,8%, para 326,1 milhões de euros, indicou a empresa, que viu ainda o volume de negócios descer 14%, totalizando 1.447 milhões de euros.

No terceiro trimestre, os lucros da Semapa desceram 5,3% para 51,6 milhões de euros, mas os resultados líquidos atribuíveis a acionistas aumentaram 10,2%, para 42,5 milhões de euros.

“No contexto da crise da covid-19, o grupo continuou a trabalhar ativamente na otimização da geração de caixa com particular ênfase” na gestão de custos, “mas também na otimização do fundo de maneio e do capex [investimento] com um resultado de geração de ‘cash flow’ livre de 264 milhões de euros”, indicou a Semapa.

O grupo garantiu que, “como consequência, durante os nove meses de 2020, a dívida líquida reduziu-se em todos os segmentos de negócio, tendo a dívida líquida remunerada consolidada atingido 1.239,1 milhões de euros, inferior em 231,5 milhões de euros e 106,6 milhões de euros relativamente ao final de 2019 e ao final do 2.º trimestre de 2020, respetivamente”, lê-se na mesma nota.

Desagregando por negócios, a Semapa indicou que “o volume de negócios da Secil acumulado a setembro de 2020 cifrou-se em 380,0 milhões de euros, 1,9% abaixo do verificado no período homólogo”, uma evolução que “resulta sobretudo da quebra verificada em alguns mercados, associada à instabilidade vivida em alguns deles e acentuada pelo efeito da pandemia da covid-19, principalmente no mês de abril, com algumas instalações a terem de suspender a atividade, por decisão governamental”.

Os resultados líquidos da Secil atingiram os 19,3 milhões de euros, um aumento de 8,8% em relação a igual período de 2019.  

A ETSA atingiu um volume de negócios de 23,4 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020, “um aumento de aproximadamente 8,2% relativamente a igual período de 2019”, de acordo com a Semapa. Os lucros deste negócio registaram um crescimento de 74,7%, atingindo 4,1 milhões de euros.

Por sua vez, os lucros da Navigator, cujos resultados foram divulgados no dia 27 de outubro, caíram 49% no período entre janeiro e setembro, em termos homólogos, para 75 milhões de euros, de acordo com uma nota divulgada nesse dia.

A Semapa divulgou ainda a suas perspetivas para o futuro, destacando, no segmento da pasta e papel, “alguns sinais positivos (nomeadamente um maior dinamismo na entrada de encomendas do mercado europeu nas últimas semanas)”, que “permitem esperar que a recuperação do mercado de papel se prolongue no quarto trimestre, embora persista o risco de uma segunda vaga da situação pandémica, com uma amplitude e com impactos ainda difíceis de estimar”.

No segmento do cimento e outros materiais de construção “espera-se, em particular em Portugal e no Brasil onde o combate à pandemia tem tido menos impacto, que se mantenha esta situação, embora num quadro de ainda elevada incerteza que pode trazer alguma inversão no 4.º trimestre”.

No ambiente “pode antever-se que o mercado alimentar onde a ETSA opera, continue a ser um setor menos afetado pela crise sanitária quando comparado com outros setores de atividade”, acrescenta.

 

ALYN // EA

By Impala News / Lusa

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