Linha de prevenção de suicídios SOS Voz Amiga ficou sem instalações

A linha de prevenção de suicídios SOS Voz Amiga ficou sem instalações para poder continuar o seu trabalho que responde a cerca de 900 chamadas mensais de pessoas em sofrimento emocional, revelou hoje à Lusa a presidente do serviço.

Linha de prevenção de suicídios SOS Voz Amiga ficou sem instalações

Linha de prevenção de suicídios SOS Voz Amiga ficou sem instalações

A linha de prevenção de suicídios SOS Voz Amiga ficou sem instalações para poder continuar o seu trabalho que responde a cerca de 900 chamadas mensais de pessoas em sofrimento emocional, revelou hoje à Lusa a presidente do serviço.

A linha de prevenção de suicídios SOS Voz Amiga ficou sem instalações para poder continuar o seu trabalho que responde a cerca de 900 chamadas mensais de pessoas em sofrimento emocional, revelou hoje à Lusa a presidente do serviço. “A SOS Voz Amiga está sem sede para trabalhar”, lamentou Mafalda Pedra Soares, adiantando que está à procura de um parceiro para localizar instalações permanentes em Lisboa.

“Sem isso será muito difícil a formação de novos voluntários e o acompanhamento psicológico dos atuais voluntários que neste momento são 50”, alertou a presidente da SOS Voz Amiga, a primeira linha telefónica em Portugal de prevenção do suicídio e de apoio a situações de sofrimento causadas pela solidão, ansiedade, depressão.

O atendimento continua graças a uma central telefónica cedida pela Altice durante a pandemia de covid-19 que permite aos voluntários receber as chamadas em casa. O que deixou se estar assegurado é o local onde a direção trabalha, onde os voluntários recebem semanalmente acompanhamento psicológico e emocional.

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Esta situação que, segundo a responsável, põe em risco a formação contínua dos voluntários, a admissão de novos voluntários e o próprio serviço. “Se não temos um espaço físico para nos encontrarmos e nos reunirmos e as psicólogas estarem cara a cara com os voluntários em atendimento, que expõem as suas preocupações emocionais, se não tivermos isso a muito curto prazo deixarmos de poder assegurar a linha, porque os voluntários não têm o acompanhamento que nós queremos”, vincou.

Mafalda Pedra Soares adiantou que a associação tem “alguma capacidade para pagar uma renda módica”, mas precisa de ter uma situação que não a deixe frágil a cinco ou dez anos. “Não podemos estar na dependência de outros, temos que ter a certeza de que o investimento que possamos vir a fazer em parceria com quem quiser estar connosco, que seja uma parceria de futuro”, disse, adiantando que já está em contacto com várias entidades, nomeadamente com a Câmara Municipal de Lisboa.

Esta não é primeira vez que a associação fica sem casa para trabalhar. No final de 2018, a SOS Voz Amiga ia festejar os seus 40 anos e encontrava-se no final de um contrato de arrendamento que não seria renovado. “A situação financeira era difícil e não estávamos a encontrar alternativas de sede”, recordou Mafalda Pedra Soares, contando que na altura a direção, pela voz do ex-presidente do serviço Francisco Paulino, lançou um apelo na comunicação social, do qual resultou um contacto da Altice, que cedeu uma sala de atendimento e salas de reunião e formação, no seu edifício na rua Andrade Corvo, em Lisboa.

Até agora, disse, “foram uns anos de parceria sólida e extremamente produtiva”, destacando a oferta da central telefónica que permitiu que dar um “salto quantitativo muito grande na linha”. “Passámos de 25 a 52 voluntários, e atingimos em 2020 o máximo de chamadas alguma vez atendidas por ano: 10.800 (contra 6.270 em 2019) pois mais pessoas podiam atender”, referiu.

No início deste ano, a SOS Voz Amiga tomou conhecimento de que a Altice tinha vendido o edifício. “As alternativas que gentilmente nos tentaram proporcionar noutro seu edifício, que visitámos em maio, infelizmente e com pena de ambas as partes, não são adequadas às necessidades de atendimento diário”, lamentou. Nos primeiros quatro meses do ano, a linha (213544545; 912802669 ou 963524660) recebeu uma média de 900 chamadas mensais, sendo os assuntos preponderantes a solidão, angústia, depressão e risco de suicídio.

 

 

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