Líder do Sinn Fein lamenta assassinato de Lorde Mountbatten há 41 anos pelo IRA

A presidente do Sinn Fein, Mary Lou McDonald, afirmou hoje “lamentar” o assassinato de Lorde Mountbatten, tio do príncipe Filipe, perpetrado pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) há 41 anos.

Líder do Sinn Fein lamenta assassinato de Lorde Mountbatten há 41 anos pelo IRA

Líder do Sinn Fein lamenta assassinato de Lorde Mountbatten há 41 anos pelo IRA

A presidente do Sinn Fein, Mary Lou McDonald, afirmou hoje “lamentar” o assassinato de Lorde Mountbatten, tio do príncipe Filipe, perpetrado pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) há 41 anos.

Esta é uma posição sem precedentes assumida por um líder partidário, braço político de um grupo paramilitar.

Louis Mountbatten, o último vice-rei da Índia, foi morto a 27 de agosto de 1979, aos 79 anos, pela explosão de uma bomba colocada pelo IRA no seu barco de pesca em Mullaghmore, no norte da Irlanda.

O ataque foi realizado durante o conflito entre republicanos e unionistas, que defendiam a manutenção da Irlanda do Norte sob a coroa inglesa.

Lorde Mountbatten era tio do marido da rainha Isabel II, o recentemente falecido príncipe Filipe, e foi o mentor de Carlos, Príncipe de Gales e herdeiro do trono.

“É claro que sinto muito pelo que aconteceu. Claro que é de partir o coração”, disse Mary Lou McDonald, entrevistada na Times Radio, após o funeral, no sábado passado, do príncipe, que morreu a 09 de abril aos 99 anos, em Windsor.

O seu antecessor, Gerry Adams, que liderou o Sinn Fein até 2018, sempre se recusou a seguir essa via.

“O meu trabalho, e tenho a certeza de que o do príncipe Carlos e de outros, é liderar desde a linha da frente”, disse Mary Lou McDonald, acrescentando: “Acredito que é responsabilidade de todos nós garantir que, para que nenhuma criança, ou família, seja quem for, se depare com esse tipo de trauma e desgosto”.

“Era muito comum, deixe-me frisar, de todos os lados desta ilha e fora dela”, acrescentou.

Mary Lou McDonald expressou o seu absoluto “compromisso” e “responsabilidade” de que nenhuma família tenha que enfrentar “novamente esta situação”, manifestando-se “muito feliz” em fazer estas declarações “no fim de semana em que a rainha enterra o seu amado marido”.

Em 2002, o IRA apresentou um pedido de desculpas pelas baixas civis, que não incluíam o Lorde Mounbatten.

O príncipe Carlos esteve com Gerry Adams em 2015, em Galway, no noroeste da Irlanda, um encontro que se tornou um símbolo no processo de paz pós-conflito que até ao Acordo de Sexta-feira Santa, em 1998, provocou 3.500 mortos, em três décadas.

Entre a insatisfação dos unionistas e as consequências do ‘Brexit’, a Irlanda do Norte tem sido abalada por dezenas de conflitos noturnos desde o início deste mês, antes de um período de calma devido ao luto após a morte do príncipe Filipe.

NL // MAD

By Impala News / Lusa

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