Leonor Cipriano: «Vou à procura da minha filha, hei-de encontrá-la»

Leonor não sabe dizer se o irmão teve algo que ver com o desaparecimento de Joana, mas afiança que não quer ter «nada a ver com ele».

Esta quinta-feira, dia 7 de janeiro, à saída do tribunal, Leonor Cipriano deu uma entrevista à TVI onde reiterou estar inocente e diz não querer sequer falar com o irmão, João, também já em liberdade.

Sobre a noite em que Joana desapareceu, Leonor volta a afirmar que esta nunca voltou a casa depois de ir ás compras, embora a teoria das autoridades seja diferente.

«Saiu e nunca mais voltou, nunca mais regressou a casa», disse.

Leonor não sabe dizer se o irmão teve algo que ver com o desaparecimento de Joana, mas afiança que não quer ter «nada a ver com ele».

«Eu dei-lhe casa e se não tivesse dado talvez a minha filha não tivesse desaparecido», afirmando que não falou com este desde que ele abandonou a prisão.

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Sobre a confissão que fez, em como teria matado a filha com a ajuda do irmão, Leonor diz-se arrependida de o ter feito uma vez que não era verdade.

«Torturaram-me tanto, deixaram-me toda roxa de tanta porrada que me deram que cheguei a um ponto em que já não sabia o que estava a dizer, já não dizia coisa com coisa».

«Com a porrada que levei, disse [que a matei]. Mas se o arrependimento matasse, hoje era uma pessoa morta. Mas não fiz [mal à filha]. E tenho a cabeça erguida e vou sair daqui e sei que não o fiz. Vou a todo o sítio que eu poder ir, vou à procura da minha filha, hei-de encontrá-la, nem que seja não sei onde. Porque até hoje nunca tiveram provas, não encontraram a minha filha e meteram-me aqui dentro, sem provas sem nada», disse.

Leonor, que afirma já ter trabalho mas só para «daqui a uns dois meses», afirmou não ter intenções de pedir revisão do processo.

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