Jornadas do PS arrancam hoje com “bons exemplos” para mostrar que país não parou na pandemia

As jornadas parlamentares do PS arrancam hoje, em Caminha (Viana do Castelo), com “bons exemplos” em áreas como a saúde, educação ou cultura para mostrar que o país não parou e “o Governo não poupou esforços” durante a pandemia.

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Jornadas do PS arrancam hoje com “bons exemplos” para mostrar que país não parou na pandemia

As jornadas parlamentares do PS arrancam hoje, em Caminha (Viana do Castelo), com “bons exemplos” em áreas como a saúde, educação ou cultura para mostrar que o país não parou e “o Governo não poupou esforços” durante a pandemia.

Em declarações aos jornalistas, a líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, explicou que estas jornadas – com o lema “O Estado presente para lançar o futuro” – foram antecedidas de “um périplo pelo país” com múltiplas visitas para preparar o debate do estado da Nação, que se realiza na próxima semana, tendo sido escolhidos alguns exemplos para debater e visitar entre hoje e sexta-feira.

“Se há um balanço que podemos fazer é que, apesar dos problemas, apesar da pandemia, há um país que não virou as costas à adversidade e que continou a mobilizar-se e a trabalhar. É por isso que o conceito destas jornadas parlamentares é trazer muitos desses exemplos para dentro das jornadas para discutirem connosco o futuro”, explicou, destacando a importância do papel do Governo na crise pandémica, mas também das autarquias ou instituições da sociedade civil ou solidariedade social.

Questionada se não falta nestas jornadas o lado mais negativo da crise económica e social, Ana Catarina Mendes reconheceu que “nem tudo está bem” e que se mantém o cenário de incerteza causado pela pandemia de covid-19, mas destacou, por exemplo, o aumento de 25% da despesa social previsto no atual Orçamento ou a importância do apoio ao ‘lay-off’ para evitar “uma catástrofe” ao nível do desemprego.

“Sendo uma otimista prudente, acho que temos um país extraordinário, que não virou as costas às dificuldades, que se mobilizou, que aproveitou as ajudas de Estado, e um Governo que não poupou esforços”, afirmou, defendendo a importância de o país também conhecer “casos de sucesso” e os “bons exemplos”.

Para a líder parlamentar do PS, “é muito fácil criticar e as oposições colocarem ministros e secretários de Estado debaixo de fogo”.

“Mas é preciso calçarmos os sapatos de cada ministro e saber o que cada membro do Governo teve de enfrentar”, sublinhou.

Sobre a ausência de membros do Governo nas jornadas – à parte o primeiro-ministro, António Costa, na qualidade de secretário-geral do PS -, Ana Catarina Mendes insistiu que o objetivo das jornadas “é mostrar os exemplos do país e nada melhor que os seus protagonistas”.

Também fora da discussão em Caminha deverá ficar o Orçamento do Estado para 2022, com a líder parlamentar do PS a preferir destacar a “execução assinalável” do atual, bem como novas iniciativas legislativas da bancada socialista, remetidas para setembro.

“Em sede de Orçamento cá estaremos para fazer as nossas propostas, em setembro no início da sessão legislativa cá estaremos para fazer as nossas propostas. Neste momento, julgo que todos percebemos que dia 21 é o balanço do estado da Nação e estas jornadas parlamentares são o balanço do estado da Nação”, afirmou.

Questionada se o grupo parlamentar ponderou cancelar as jornadas devido ao agravamento da pandemia, até depois de o PS ter adiado o seu Congresso para final de agosto, Ana Catarina Mendes salientou que a bancada socialista tem 108 deputados e a reunião magna do partido juntaria pelo menos 400 pessoas só em Lisboa, e cerca de 3.000 por todo o país.

Em Caminha, garantiu, estarão asseguradas as condições de segurança, com todas as sessões plenárias ao ar livre, bem como parte dos painéis, que decorrerão em simultâneo e com um máximo de trinta deputados em cada um.

Esses painéis pretendem traduzir três linhas de força das jornadas: no primeiro, será debatida a resposta do Estado social em áreas como a educação, a saúde ou a cultura; no segundo, a “Resiliência: Emprego e economia”, com representantes de empresas e de setores como a hotelaria ou restauração; e no último, a “recuperação e coesão”, com intervenções na área da inovação ou digitalização da economia e do presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade, o padre Lino Maia.

A sessão de abertura está marcada para as 14:45, com intervenções do secretário-geral adjunto socialista, José Luís Carneiro, do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, e do presidente da Federação de Viana do Castelo e presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

A intervenção de António Costa – que na sexta-feira partirá para Luanda para a XIII Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa – está prevista para as 18:00, meia hora depois de falar o deputado e presidente da Assembleia da República Eduardo Ferro Rodrigues.

Na sexta-feira de manhã, antes da sessão de encerramento das jornadas, a cargo da líder parlamentar, os deputados do PS visitarão o Centro de Vacinação de Seixas, no município de Caminha, a fábrica da Doureca, em Paredes de Coura, e a empresa Tintex, de Vila Nova de Cerveira.

SMA (PMF) // ACL

By Impala News / Lusa

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