Itália declara estado de emergência para reagir em caso de contágios de coronavírus

O Governo italiano declarou hoje estado de emergência para prevenir e reagir em caso de contágios do novo coronavírus, no dia posterior ao anúncio dos dois primeiros casos de pessoas infetadas em Itália, dois turistas chineses.

Itália declara estado de emergência para reagir em caso de contágios de coronavírus

Itália declara estado de emergência para reagir em caso de contágios de coronavírus

O Governo italiano declarou hoje estado de emergência para prevenir e reagir em caso de contágios do novo coronavírus, no dia posterior ao anúncio dos dois primeiros casos de pessoas infetadas em Itália, dois turistas chineses.

O estado de emergência é frequentemente acionado em Itália após terramotos e intempéries, como ocorreu nas inundações recentes em Veneza, porque prevê um procedimento acelerado para mobilizar fundos e meios que a proteção civil utiliza montando estruturas de acolhimento.

A ativação do estado de emergência não é uma surpresa após o anúncio de quinta-feira à noite, pelo chefe do Governo, Giuseppe Conte, dos dois primeiros casos de coronavírus no país e a suspensão de todos os voos “de e para” a China a “título de precaução.

Itália é um dos cinco países europeus a confirmar casos da infeção viral. Depois de França, Alemanha, Finlândia e Itália hoje o Reino Unido confirmou dois casos.

O procedimento de emergência está agendado para seis meses, de acordo com os meios de comunicação italianos.

Aparentemente, o casal de chineses infetado chegou a Milão e depois foi para Roma, onde os sintomas da doença apareceram na quarta-feira.

O quarto de hotel foi selado e os dois turistas foram colocados em observação no hospital Spallanzani, em Roma, que é o estabelecimento de referência para doenças infecciosas em Itália.

“Os pacientes estão em boa forma, são jovens e é como se estivessem com gripe. Não há terapia para essa infeção, é tratada como a gripe, ambos ficarão isolados por alguns dias”, disse hoje Giuseppe Ippolito, diretor científico do hospital Spallanzani, a uma rádio italiana

O médico procurou tranquilizar os italianos, que estão a começar a preocupar-se mais com o surto do coronavírus.

“Os cidadãos devem ficar calmos, porque o risco real de contágio existe se os doentes já apresentarem os sintomas e assim que os dois turistas os tiveram, seguimos os procedimentos previstos”, afirmou.

“Temos quase a certeza de que não houve outros contágios”, enfatizando que “o vírus não se espalha durante a incubação, a não ser em casos excecionais”, disse.

Vários outros países já reforçaram as medidas preventivas para evitar o contágio pelo coronavírus como a suspensão de voos e encerramento de fronteiras.

A China elevou hoje para 213 mortos e quase 10 mil infetados o balanço de vítimas do novo coronavírus detetado inicialmente no final do ano em Wuhan, capital da província chinesa de Hubei (centro).

Além da China e dos territórios chineses de Macau e Hong Kong, há mais de 50 casos confirmados do novo coronavírus em 20 outros países – na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas e Índia.

CSR // ANP

By Impala News / Lusa

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