Ismaelitas financiam com 4,6 MEuro projetos em países africanos de língua portuguesa

Ismaelitas financiam com 4,6 MEuro projetos em países africanos de língua portuguesa

Oito países africanos, entre os quais Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, vão receber, durante três anos, financiamento para 16 projetos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico, num investimento total de 4,6 milhões de euros.

Lisboa, 11 jul (Lusa) – Oito países africanos, entre os quais Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, vão receber, durante três anos, financiamento para 16 projetos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico, num investimento total de 4,6 milhões de euros.


Os projetos, destinados a incentivar e fortalecer competências e capacidades científicas, técnicas, humanas e sociais em África, foram selecionados de entre 73 candidaturas apresentadas ao primeiro concurso realizado no âmbito de protocolo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Imamat Ismaili, em 2016.


Os projetos selecionados, que resultam de iniciativas existentes e colaborações em curso entre instituições científicas e académicas portuguesas e africanas, são dirigidos ao incremento do programa Qualidade de Vida nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) e na Tanzânia, África do Sul e Nigéria, lançado em 2017.


As áreas temáticas dividem-se em saúde, ciências tecnológicas e de engenharia, ciências exatas, humanas, sociais e naturais.


Os projetos em Cabo Verde serão dirigidos para a agro diversidade e intervenção no domínio do vírus da imunodeficiência humana (HIV), enquanto o projeto na Guiné-Bissau será aplicado na área da tuberculose.


Em Angola, as áreas serão o combate à malária, geociência, genética e democratização, entre outras.


Os projetos em Moçambique destinam-se a aquacultura, relações interculturais, segurança alimentar, democratização, paleontologia e geociência, entre outras mais.


São Tomé e Príncipe receberá projetos nas áreas da biodiversidade costeira e da segurança alimentar.


A aplicação dos projetos no terreno terá acompanhamento de um painel científico, presidido por António Rendas, da Universidade Nova de Lisboa, que assegurará a monitorização, para garantir a concretização dos resultados científicos propostos e o impacto desejado na Qualidade de Vida dos países africanos envolvidos.


Na quinta-feira, os 16 projetos serão apresentados no Centro Ismaili, em Lisboa, em sessão no âmbito do Jubileu do Príncipe Aga Khan, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e do comendador Nazim Ahmad, representante diplomático do Imamat Ismaili junto de Portugal.



JOP // EL

By Impala News / Lusa


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